Quando morrer
me enterrem em minha terra
Curitiba de meus prazeres.
Façam-me a procissão
de meu enfermo corpo podre morto
pelas ruas da cidade
num grande cortejo merecido.
Passem pela XV
na Tiradentes também
e não se esqueçam do sinal da cruz
em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo Amém.
Passem pelo sebo
quero rever o gato
pela minha últimas vez
siga, adiante
quero enfim conhecer Curitiba.
Metam-me no ônibus
qualquer um deles
quero viajar
pela fúnebre viagem
da assombrosa procissão.
Me cortejam pelas ruas
praças
vielas
e pela contra-mão
e me façam conhecer Curitiba
nem que seja a tapa.
Carreguem meu caixão
de pobre poeta
pelas ruas de Curitiba
quero conhece-la
e vaga-la depois de morto.
Quero conhece-la
depois de morto
pressunto encaixotado
quero conhecer Curitiba.
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