Numa noite de penumbra
ao brilho das falsas luas
numa mesa e bolas de bilhar
jogo a torrente vida
pelas caçapas da dor maior
Numa tentativa delas encaçapar.
E a bola negra
última do jogo
custa a cair
para meu sofrimento acabar
para este jogo terminar.
E o taco torto da vida
nada me ajudar a acertar
não me ajuda a terminar
este maldito jogo
onde sempre perco
este jogo viciante
infeliz.
E sigo pela noite adentro
iluminado pelas falsas luas
onde meus olhos ardem
de pura dor de vida.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aborto
E vivo estava ele
dentro da cúpula segura
vivendo as doces ilusões
de uma vida não vivida.
Sim! Ele era vivo
estava feliz
pois era vivo
protegido por uma cúpula
até algo adentrar seu recinto
até alguém o matar
e a dor se alojar.
Tirado ele foi
em pedaços sanguinários
posto em bandeja branca
de uma sala asquerosa.
Vivo estava ainda
tudo via no desespero
relances da pouca vida terrena
insegura e cruel
Clarões e jalecos
a visão da mãe lazarenta
a razão da pouca vida
a razão da morte infinita.
Morto estava
posto em saco preto
pedaço a pedaço
jogado no lixo
sem reza
sem cerimônias
sem vida.
Morreu com o ar de desespero
morreu sem ter vivido
sem ter chances de viver.
dentro da cúpula segura
vivendo as doces ilusões
de uma vida não vivida.
Sim! Ele era vivo
estava feliz
pois era vivo
protegido por uma cúpula
até algo adentrar seu recinto
até alguém o matar
e a dor se alojar.
Tirado ele foi
em pedaços sanguinários
posto em bandeja branca
de uma sala asquerosa.
Vivo estava ainda
tudo via no desespero
relances da pouca vida terrena
insegura e cruel
Clarões e jalecos
a visão da mãe lazarenta
a razão da pouca vida
a razão da morte infinita.
Morto estava
posto em saco preto
pedaço a pedaço
jogado no lixo
sem reza
sem cerimônias
sem vida.
Morreu com o ar de desespero
morreu sem ter vivido
sem ter chances de viver.
O Último Apagão
E neste último apagão
festa fiz de alegria
pois tudo escuro ficou
pois a calma chegou.
Apagou-se as luzes
a televisão
micro-ondas
e o mundo apagou
o longe se apagou
a cidade
o estado
o país
se apagaram.
No último apagão
fiz o que não devia ser feito
na luz clara do dia artificial
na luz do dia prolongado na noite
comi, bebi, cantei
pois as luzes falsas se apagaram.
Fiz o que mais queria
escondido e não visto
fiquei quase desnudo
senti a atmosfera
no meu corpo entrar.
Abri a garrafa
que um último gole tinha
de bebida forte
fumei o último que tinha no maço
amei como não deveria ter amado
e fiz até o proibido
o inipensável fazer.
De verdade vivi
no último apagão
me embriaguei em um gole
me entorpeci em um trago
me enlouqueci no louco amor
de pura carne com carne.
Agora espero o próximo apagão
para viver o que espero
para experimentar tudo de novo
no próximo apagão.
festa fiz de alegria
pois tudo escuro ficou
pois a calma chegou.
Apagou-se as luzes
a televisão
micro-ondas
e o mundo apagou
o longe se apagou
a cidade
o estado
o país
se apagaram.
No último apagão
fiz o que não devia ser feito
na luz clara do dia artificial
na luz do dia prolongado na noite
comi, bebi, cantei
pois as luzes falsas se apagaram.
Fiz o que mais queria
escondido e não visto
fiquei quase desnudo
senti a atmosfera
no meu corpo entrar.
Abri a garrafa
que um último gole tinha
de bebida forte
fumei o último que tinha no maço
amei como não deveria ter amado
e fiz até o proibido
o inipensável fazer.
De verdade vivi
no último apagão
me embriaguei em um gole
me entorpeci em um trago
me enlouqueci no louco amor
de pura carne com carne.
Agora espero o próximo apagão
para viver o que espero
para experimentar tudo de novo
no próximo apagão.
Meu Preço
Quanto vale ossos
músculos, dentes
e um cérebro?
Quanto vale um peito ferido?
Quanto vale um pranto contido?
Quanto vale uma dor pendente?
E se eu me vendesse
quanto achas que iriam pagar por mim?
Sei que valho pouco
mas alguma coisa valho
sou experiente em sofrimento
expert em dores infinitas
ágil nas piores situações amorosas.
Sei que pouco faço
mas não faço nem questão
pois não faço menção do que eu faço
pois faço o que faço.
Pois joguem seus preço
sim! Estou a venda
estou aqui exposto
pronto para ir
para ser levado
usado
amargurado
e depois fora jogado
eu estou pronto.
músculos, dentes
e um cérebro?
Quanto vale um peito ferido?
Quanto vale um pranto contido?
Quanto vale uma dor pendente?
E se eu me vendesse
quanto achas que iriam pagar por mim?
Sei que valho pouco
mas alguma coisa valho
sou experiente em sofrimento
expert em dores infinitas
ágil nas piores situações amorosas.
Sei que pouco faço
mas não faço nem questão
pois não faço menção do que eu faço
pois faço o que faço.
Pois joguem seus preço
sim! Estou a venda
estou aqui exposto
pronto para ir
para ser levado
usado
amargurado
e depois fora jogado
eu estou pronto.
Elefante Morto
Dentes brancos de marfim
couro cinza e duro
carne para semanas
a última caçada
elefantes mortos
dinheiro vivo
num assassinato em massa.
Um único tiro
foi o gasto para matar
o grande animal
agora indefeso
agora morto
sem vida
sem sorte
e sem alma talvez.
E quanto pagarão
pelo seu couro?
E quanto usarão
de seus dentes?
E quanto comerão
a sua carne?
Um elefante morto
desprovido de sorte
desprovido de vida
desprovido de tudo
desprovido de todos e tudo
apenas um morto
elefante.
couro cinza e duro
carne para semanas
a última caçada
elefantes mortos
dinheiro vivo
num assassinato em massa.
Um único tiro
foi o gasto para matar
o grande animal
agora indefeso
agora morto
sem vida
sem sorte
e sem alma talvez.
E quanto pagarão
pelo seu couro?
E quanto usarão
de seus dentes?
E quanto comerão
a sua carne?
Um elefante morto
desprovido de sorte
desprovido de vida
desprovido de tudo
desprovido de todos e tudo
apenas um morto
elefante.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O Amor dos Sonhos
Quem te abraça nesta fria noite de saudades
quem terá coragem de ter você nos braços
quem tem um coração para te amar assim
como um dia eu mesmo o fiz sem nada pedir?
Os sonhos são refúgios para a dor real
os mundos perto de nós são mágicos
surreais para nossos próprios olhos
cansados de tanto chorar por amor.
Os sonhos esquentam os amantes amargurados
esquentam os que querem um dia amar
os que nunca amaram nesta vida terrena
e os que nunca mais querem amar na vida.
Pois quem te abraça na vida irreal dos sonhos
a abraça com louvor dos deuses
te beija e te protege como se fosse única
te leva no carrossel mágico dos sonhos
te lança o pozinho surreal do voar
numa mágica fantasia imaginária
numa vida sobre a vida real e maldita
pois quem te abraça neste sonho é o amor real
pois quem te abraça neste sonho é o amor eterno
que consegue ultrapassar as fronteiras do real e do irreal
só para ter seus braços cansados
só para ter sua boca seca
só para ter sua vida num mundo surreal.
quem terá coragem de ter você nos braços
quem tem um coração para te amar assim
como um dia eu mesmo o fiz sem nada pedir?
Os sonhos são refúgios para a dor real
os mundos perto de nós são mágicos
surreais para nossos próprios olhos
cansados de tanto chorar por amor.
Os sonhos esquentam os amantes amargurados
esquentam os que querem um dia amar
os que nunca amaram nesta vida terrena
e os que nunca mais querem amar na vida.
Pois quem te abraça na vida irreal dos sonhos
a abraça com louvor dos deuses
te beija e te protege como se fosse única
te leva no carrossel mágico dos sonhos
te lança o pozinho surreal do voar
numa mágica fantasia imaginária
numa vida sobre a vida real e maldita
pois quem te abraça neste sonho é o amor real
pois quem te abraça neste sonho é o amor eterno
que consegue ultrapassar as fronteiras do real e do irreal
só para ter seus braços cansados
só para ter sua boca seca
só para ter sua vida num mundo surreal.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Fugir para Viver
Vamos fugir para longe
onde não haja impedimento
onde não haja proibições
leis, regras, condutas
onde haja apenas vida
vida para se viver
se esbanjar.
Arrume as malas
pois vamos partir
pois o sentido da vida é viver
para depois enfim morrer
pois é a teórica e prática da vida.
Viver para morrer
morrer para esquecer
a única regra da vida
a única regra e conduta
que devemos seguir
para em paz viver
para a paz viver.
onde não haja impedimento
onde não haja proibições
leis, regras, condutas
onde haja apenas vida
vida para se viver
se esbanjar.
Arrume as malas
pois vamos partir
pois o sentido da vida é viver
para depois enfim morrer
pois é a teórica e prática da vida.
Viver para morrer
morrer para esquecer
a única regra da vida
a única regra e conduta
que devemos seguir
para em paz viver
para a paz viver.
Moça das Fitas
E a moça de fita roda
na dança das fitas
numa festa animada
a festa de meus sonhos.
Danço junto nas fitas
num desejo de rodar
na no transe empolgante
daquilo que não sei.
Assim me sinto vivo
acordado mesmo dormindo
num conjunto de fitas
nas cores de minha vida
preto e branco
branco e preto
preto e branco
branco e preto...
Rodo entre as fitas
me envolvo na dança
me envolvo nela
na moça das fitas
dançando ao meu redor
junto de mim sempre
me segurando
para eu não cair.
Enfim tonto saio da roda
enfim as fitas desaparecem
mas junto vai a moça
a moça das fitas
branca e preta preta e branca
e junto vai meu sonho
e vem a realidade me acordar
para viver minha vida
a vida que eu não queria.
na dança das fitas
numa festa animada
a festa de meus sonhos.
Danço junto nas fitas
num desejo de rodar
na no transe empolgante
daquilo que não sei.
Assim me sinto vivo
acordado mesmo dormindo
num conjunto de fitas
nas cores de minha vida
preto e branco
branco e preto
preto e branco
branco e preto...
Rodo entre as fitas
me envolvo na dança
me envolvo nela
na moça das fitas
dançando ao meu redor
junto de mim sempre
me segurando
para eu não cair.
Enfim tonto saio da roda
enfim as fitas desaparecem
mas junto vai a moça
a moça das fitas
branca e preta preta e branca
e junto vai meu sonho
e vem a realidade me acordar
para viver minha vida
a vida que eu não queria.
Esta Sociedade
O que importa o dia de amanhã
se ainda não vivi o hoje completo
se ainda não dormi e rolei
se ainda não tive festa
não tive alegria?
Que me importa ser o melhor
sendo que se quer sempre o pior
sendo que se quer o ruim n'alma
sendo que se quer o corpo podre
numa sociedade hipócrita e demente
demasiadamente infantil?
Que me importa o melhor terno falso
o tênis melhor da moda
ou a roupa falsificada de marca
num mundo intolerante e doentio?
Perguntas faço a mim mesmo
humano incapaz de ser gente
ser incapaz de ser humano
na incapacidade real de se viver
como utópica sociedade sonhadora.
se ainda não vivi o hoje completo
se ainda não dormi e rolei
se ainda não tive festa
não tive alegria?
Que me importa ser o melhor
sendo que se quer sempre o pior
sendo que se quer o ruim n'alma
sendo que se quer o corpo podre
numa sociedade hipócrita e demente
demasiadamente infantil?
Que me importa o melhor terno falso
o tênis melhor da moda
ou a roupa falsificada de marca
num mundo intolerante e doentio?
Perguntas faço a mim mesmo
humano incapaz de ser gente
ser incapaz de ser humano
na incapacidade real de se viver
como utópica sociedade sonhadora.
O Caminho Para a Vida
Eles chamam o escuro de noite
o frio de inverno
o prazer de puro medo
chamam o que é bom de pecado
e o erro de vida reta.
Pois chamo a noite de vida
o frio de maravilha
o prazer de mais prazer
o que bom de prazeroso
e a a vida errada de orgulho.
Nada mais tenho na vida
que eu possa perder
que eu possa morrer
que eu possa viver
nada tenho a perder.
Vou seguir até o fim
pois na verdade
não tenho aonde ir
não tenho como fugir
não tenho como me entregar
apenas tenho como viver
se é mesmo que eu vivo.
Vou seguir aquela reta
em que disse estar torta
para ver aonde dá
se dá em algum lugar
ou se volta para mim.
o frio de inverno
o prazer de puro medo
chamam o que é bom de pecado
e o erro de vida reta.
Pois chamo a noite de vida
o frio de maravilha
o prazer de mais prazer
o que bom de prazeroso
e a a vida errada de orgulho.
Nada mais tenho na vida
que eu possa perder
que eu possa morrer
que eu possa viver
nada tenho a perder.
Vou seguir até o fim
pois na verdade
não tenho aonde ir
não tenho como fugir
não tenho como me entregar
apenas tenho como viver
se é mesmo que eu vivo.
Vou seguir aquela reta
em que disse estar torta
para ver aonde dá
se dá em algum lugar
ou se volta para mim.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Cruz Amorosa
Carrego a cruz de um amor
pesada como meu pecado
de amar quem não devia
quem eu deveria esquecer.
E em cada passo em que dou
sinto mais pesada a cruz amorosa
sinto a agonia de um amor que não foi
de algo que nem sei se foi amor
de algo que foi puro sofrimento.
Pago agora pelos meus pegados
pago pelo devaneio de amar
sem sequer ter recompensa
sem sequer ter amor
carrego aquela que é minha cruz
a cruz de um amor.
pesada como meu pecado
de amar quem não devia
quem eu deveria esquecer.
E em cada passo em que dou
sinto mais pesada a cruz amorosa
sinto a agonia de um amor que não foi
de algo que nem sei se foi amor
de algo que foi puro sofrimento.
Pago agora pelos meus pegados
pago pelo devaneio de amar
sem sequer ter recompensa
sem sequer ter amor
carrego aquela que é minha cruz
a cruz de um amor.
Meus Próprios Olhos
Vejo em meus próprios olhos
a agonia de um desalmado
que sente a bruta vontade de chorar.
Sem sonhos ou desejos
vejo que me acabo por dentro
sem nenhum remédio
sem nenhuma solução
sem sequer ser amado.
E vejo que nem a flores
tem alegria para mim
vejo que nem mesmo o sol tem calor
o sol talvez nem tem vontade
de brilhar para mim
se escondendo nas nuvens
querendo me matar.
E me sinto assim morrendo
numa vontade de viver
numa vontade de morrer.
a agonia de um desalmado
que sente a bruta vontade de chorar.
Sem sonhos ou desejos
vejo que me acabo por dentro
sem nenhum remédio
sem nenhuma solução
sem sequer ser amado.
E vejo que nem a flores
tem alegria para mim
vejo que nem mesmo o sol tem calor
o sol talvez nem tem vontade
de brilhar para mim
se escondendo nas nuvens
querendo me matar.
E me sinto assim morrendo
numa vontade de viver
numa vontade de morrer.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O Meu Sonho
E nesta consolação chula que estou
sinto que mais nada tenho a perder
sinto que não mais carne ou osso
sinto que não tenho mais vida.
E no absurdo do inacreditável
vou diante um céu espesso
tão azul quanto pode ser o céu
tão grande como é o infinito.
E sinto minha fri'alma indo
voando para o vácuo sem ar
sinto que nem ar eu preciso
e que vou para o alto do céu.
E vejo pela primeira vez
a pureza que não via em terra
que eu mesmo não tenho
e sempre fiz questão de ter
mas sem me esforçar
agora sei como me sentiria
depois de eu mesmo morto.
Mas não estou morto
creio eu em minha mente
estou sonhando como sempre
os sonhos mais impossíveis
que o ser humano pode sonhar.
Minha mente é confusa
e não consegue distingüir o real
do imaginário e fantástico.
E sinto que mais nada eu sou
pois não tenho mais carne
pois não tenho mais coração
mas sei que isso é um sonho
até que consigam provar o contrário
Até que consigam me acordar para a vida.
sinto que mais nada tenho a perder
sinto que não mais carne ou osso
sinto que não tenho mais vida.
E no absurdo do inacreditável
vou diante um céu espesso
tão azul quanto pode ser o céu
tão grande como é o infinito.
E sinto minha fri'alma indo
voando para o vácuo sem ar
sinto que nem ar eu preciso
e que vou para o alto do céu.
E vejo pela primeira vez
a pureza que não via em terra
que eu mesmo não tenho
e sempre fiz questão de ter
mas sem me esforçar
agora sei como me sentiria
depois de eu mesmo morto.
Mas não estou morto
creio eu em minha mente
estou sonhando como sempre
os sonhos mais impossíveis
que o ser humano pode sonhar.
Minha mente é confusa
e não consegue distingüir o real
do imaginário e fantástico.
E sinto que mais nada eu sou
pois não tenho mais carne
pois não tenho mais coração
mas sei que isso é um sonho
até que consigam provar o contrário
Até que consigam me acordar para a vida.
Guerra Minha
Vejo no azul profundo de meu céu
a nave do pesadelo vindo a mim
com seu armamento farto
pronta para em mim atirar.
Nesta guerra eu sou o alvo
o único a morrer pela boa ordem
sou o assassino e genocida dos sonhos
o fazedor de valas comuns
para meus sonhos enterrar.
Pois se sou assim maldito
é porque não sonho mais
não tenho mais desejos
pois nada mais sinto
neste duro coração.
Se assim sou tão malvado
destruidor do que é bom
faço-o por assim ter sofrido
faço-o para me apagar por completo
sem sequer querer parar.
a nave do pesadelo vindo a mim
com seu armamento farto
pronta para em mim atirar.
Nesta guerra eu sou o alvo
o único a morrer pela boa ordem
sou o assassino e genocida dos sonhos
o fazedor de valas comuns
para meus sonhos enterrar.
Pois se sou assim maldito
é porque não sonho mais
não tenho mais desejos
pois nada mais sinto
neste duro coração.
Se assim sou tão malvado
destruidor do que é bom
faço-o por assim ter sofrido
faço-o para me apagar por completo
sem sequer querer parar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Último Banquete
Sinto a famigerado fome dos bichos
me roerem secos de vontade
num último banquete meu
e no mais farto que possa ser.
Sinto cada mordida lascada
pelos dentes pequenos dos insetos
sinto cada pata por mim andar
cada rastejo de vermes vivos
é o último contato desse tipo
que terei pelo resto de minha putrefação.
Sinto o podre de minhas carnes
numa festa em que eu mesmo participo
onde sou o banquete principal
o corpo e o sangue de um mortal qualquer
sem mesmo sequer fama ganhar
num dilema qualquer de um morto
numa falta de espírito minha mesmo
num desejo louco de viver.
me roerem secos de vontade
num último banquete meu
e no mais farto que possa ser.
Sinto cada mordida lascada
pelos dentes pequenos dos insetos
sinto cada pata por mim andar
cada rastejo de vermes vivos
é o último contato desse tipo
que terei pelo resto de minha putrefação.
Sinto o podre de minhas carnes
numa festa em que eu mesmo participo
onde sou o banquete principal
o corpo e o sangue de um mortal qualquer
sem mesmo sequer fama ganhar
num dilema qualquer de um morto
numa falta de espírito minha mesmo
num desejo louco de viver.
Desespero
E nesse desespero em que vivo
sinto que nada pode me ajudar
pois minha vida é errada
pois minha vida é um risco.
Tento fugir dessa coisa maligna
que tanto me persegue
que tanto me envolve
me devora por dentro
que me acaba por fora.
Tento inutilmente correr
sem sequer me afastar
tento mesmo me esconder
mas sempre sou achado.
E nesse desespero em que vivo
nada pode me ajudar
nem mesmo a mão mais amiga
nem mesmo a arma mais feroz.
sinto que nada pode me ajudar
pois minha vida é errada
pois minha vida é um risco.
Tento fugir dessa coisa maligna
que tanto me persegue
que tanto me envolve
me devora por dentro
que me acaba por fora.
Tento inutilmente correr
sem sequer me afastar
tento mesmo me esconder
mas sempre sou achado.
E nesse desespero em que vivo
nada pode me ajudar
nem mesmo a mão mais amiga
nem mesmo a arma mais feroz.
Vida
Estou cansado dessa vida
de triste sofredor
errante pela minha vida
num desdém que me mata.
Ainda ando sim
como um cadáver vivo
perambulante me arrasto
num desejo de me acabar
e acabar o sofrimento.
Vivo mesmo sem viver
na dura entrância de minha vida
num desejo louco de morrer
num desejo louco de me acabar
acabar com essa vida maldita
pois se não posso viver por mim
que eu não viva por ninguém.
de triste sofredor
errante pela minha vida
num desdém que me mata.
Ainda ando sim
como um cadáver vivo
perambulante me arrasto
num desejo de me acabar
e acabar o sofrimento.
Vivo mesmo sem viver
na dura entrância de minha vida
num desejo louco de morrer
num desejo louco de me acabar
acabar com essa vida maldita
pois se não posso viver por mim
que eu não viva por ninguém.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ninfa a Noite
E a doce ninfa de meus sonhos
invade de novo minha janela
me contentando com sua imagem
bela e branca de pureza.
Me pergunto se isso é mesmo real
me pergunto se isso é mesmo sonho
pois sinto que parece ser o que não é
e o que parece que não é as vezes é.
E na doce escuridão do quarto
ela entra e ilumina tudo
como se ela fosse estrela
como se ela fosse luz.
Irradia tamanha beleza em mim
com desejos obscuros que só eu vejo
com vontades secretas que só eu entendo
e que acontece até o fim da noite.
Por fim o dia cai
num lumiar sinistro em meus olhos
me pergunto sempre se aconteceu
se aquilo o que houve era mesmo real
se aquilo o que houve era mesmo verdadeiro.
invade de novo minha janela
me contentando com sua imagem
bela e branca de pureza.
Me pergunto se isso é mesmo real
me pergunto se isso é mesmo sonho
pois sinto que parece ser o que não é
e o que parece que não é as vezes é.
E na doce escuridão do quarto
ela entra e ilumina tudo
como se ela fosse estrela
como se ela fosse luz.
Irradia tamanha beleza em mim
com desejos obscuros que só eu vejo
com vontades secretas que só eu entendo
e que acontece até o fim da noite.
Por fim o dia cai
num lumiar sinistro em meus olhos
me pergunto sempre se aconteceu
se aquilo o que houve era mesmo real
se aquilo o que houve era mesmo verdadeiro.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Horrorendas visagens
vem em minha mente conturbada
em desejos loucos de me acabar
de me enlouquecer aos poucos
num medo doentio pela vida.
Sinto a fri'alma ardente em mim
sinto o arrepio medíocre de mim mesmo
num grito contido de meu coração
nesta vida de calado sofredor.
Sinto os dentes rangerem
num desejo louco de fugir de mim
numa espera ardente de algo acontecer
num desejo louco de se acabar.
Assim me sinto toda a vida
com os berros em mim mesmo
com as confusões mentais de um louco
com desejos de extrema loucura.
vem em minha mente conturbada
em desejos loucos de me acabar
de me enlouquecer aos poucos
num medo doentio pela vida.
Sinto a fri'alma ardente em mim
sinto o arrepio medíocre de mim mesmo
num grito contido de meu coração
nesta vida de calado sofredor.
Sinto os dentes rangerem
num desejo louco de fugir de mim
numa espera ardente de algo acontecer
num desejo louco de se acabar.
Assim me sinto toda a vida
com os berros em mim mesmo
com as confusões mentais de um louco
com desejos de extrema loucura.
domingo, 4 de julho de 2010
Cortejo
Seja o cortejo de quem seja
irei segui-lo até o fim
até o cemitério chegar
não me importando
nem mesmo ligando
tem quem o caixão seja.
Vai o cortejo funério
numa tristeza arrebatadora
num desespero único da vida
como se mesmo fosse ele morto
e como se ele não fosse feliz.
Morto está no caixão trancado
num cortejo magnífico
digno de um bom vivo que foi
digno de alguém que bom foi.
Eu sigo o cortejo
até o fim, no cemitério
até o enterro solene de um morto
até enfim se dissipar aquela gente
inclusive eu mesmo
a espera de outro cortejo.
irei segui-lo até o fim
até o cemitério chegar
não me importando
nem mesmo ligando
tem quem o caixão seja.
Vai o cortejo funério
numa tristeza arrebatadora
num desespero único da vida
como se mesmo fosse ele morto
e como se ele não fosse feliz.
Morto está no caixão trancado
num cortejo magnífico
digno de um bom vivo que foi
digno de alguém que bom foi.
Eu sigo o cortejo
até o fim, no cemitério
até o enterro solene de um morto
até enfim se dissipar aquela gente
inclusive eu mesmo
a espera de outro cortejo.
Amando
E no rosto polivalente de uma mulher
vejo cair em terra minha vida
por uma dama que eu desconheço
que eu não reconheço
que eu não me reconheço.
Jogos de olhares magníficos
vejo que sou o apaixonado
indo em frente do extraordinário
brilho simples de um olhar
mas qual olho que não brilha?
Vejo que vou em frente
com o maior de todos os medos
com o maior de todos os erros
se juntar com aquele alguém.
Vejo que vou enganado
cego, amedrontado, tremendo
em nervos a flor da pele.
Mas eu vou em frente
num erro que sei que é erro
em desejos de ir e de fugir
do sentimento maldito da vida
mas vejo que não consigo fugir.
Preso estou por um sentimento
vejo que é tarde demais para mim
que não há mais nenhum jeito
que pelo visto estou amando.
vejo cair em terra minha vida
por uma dama que eu desconheço
que eu não reconheço
que eu não me reconheço.
Jogos de olhares magníficos
vejo que sou o apaixonado
indo em frente do extraordinário
brilho simples de um olhar
mas qual olho que não brilha?
Vejo que vou em frente
com o maior de todos os medos
com o maior de todos os erros
se juntar com aquele alguém.
Vejo que vou enganado
cego, amedrontado, tremendo
em nervos a flor da pele.
Mas eu vou em frente
num erro que sei que é erro
em desejos de ir e de fugir
do sentimento maldito da vida
mas vejo que não consigo fugir.
Preso estou por um sentimento
vejo que é tarde demais para mim
que não há mais nenhum jeito
que pelo visto estou amando.
O Mundo e as Voltas Que Ele Dá
Sou um sozinho neste redondo mundo
de forma quase oval, eu seu
que sempre dá voltas por aí
e sempre chega no mesmo lugar
sem mesmo sair do lugar.
Mas vejo que giro assim também
sempre dando voltas sem parar
e sempre no mesmo lugar
assim como o mundo redondo
onde eu mesmo moro
quase oval, eu sei disso!
Mas se o mundo dá voltas
mas se eu dou voltas
vejo que ambos vamos
para o mesmo lugar, destino
e nem mesmo sairemos daqui.
Vejo que giro sem parar
querendo parar assim como o mundo
parar e estacionar
ir para o outro canto
se é que existe outro canto
se é que existe outro lugar.
Vontade de sair pela tangente
assim como o mundo também tem
essa vontade de sair pela lateral
sem sequer se preocupar com outros
mas que outros?
Vontade de ir para outro lugar
se é que existe outro lugar
se é que existe outro canto
se é que existe fora daqui.
Vontade de parar de voltas dar
e no mesmo lugar ir, sem parar
sem sequer decidir
escolher, protestar, reclamar
vontade de sair daqui.
de forma quase oval, eu seu
que sempre dá voltas por aí
e sempre chega no mesmo lugar
sem mesmo sair do lugar.
Mas vejo que giro assim também
sempre dando voltas sem parar
e sempre no mesmo lugar
assim como o mundo redondo
onde eu mesmo moro
quase oval, eu sei disso!
Mas se o mundo dá voltas
mas se eu dou voltas
vejo que ambos vamos
para o mesmo lugar, destino
e nem mesmo sairemos daqui.
Vejo que giro sem parar
querendo parar assim como o mundo
parar e estacionar
ir para o outro canto
se é que existe outro canto
se é que existe outro lugar.
Vontade de sair pela tangente
assim como o mundo também tem
essa vontade de sair pela lateral
sem sequer se preocupar com outros
mas que outros?
Vontade de ir para outro lugar
se é que existe outro lugar
se é que existe outro canto
se é que existe fora daqui.
Vontade de parar de voltas dar
e no mesmo lugar ir, sem parar
sem sequer decidir
escolher, protestar, reclamar
vontade de sair daqui.
sábado, 3 de julho de 2010
Amor e Morte
Morto aqui estou
encerrado pelo tiro certeiro
num certo desgosto da vida
soltando as vísceras podres.
Assassina!
Matastes o único teu salvador
tirastes a vida de um inocente
amoroso que era eu mesmo
atirando em meu próprio coração.
Amor carnal e assassino
vejo agora que nada valeu
amar tanto a ti mesma
e morrer sem nenhuma chance de vida.
Vejo agora que mais nada valho
sou apenas um defunto morto perto de ti
sou apenas mais um pronto para o caixão
e vejo que nada mesmo vivi.
Vejo que eu morri em minha loucura
sem direito a vida ou testemunha
para presenciar o doloroso amor qu'eu tive
vejo que matei e nem reparei
que estava pronto para o seu alvo
vejo que eu mesmo me matei por você
pelo meu amor incondicional e verdadeiro.
encerrado pelo tiro certeiro
num certo desgosto da vida
soltando as vísceras podres.
Assassina!
Matastes o único teu salvador
tirastes a vida de um inocente
amoroso que era eu mesmo
atirando em meu próprio coração.
Amor carnal e assassino
vejo agora que nada valeu
amar tanto a ti mesma
e morrer sem nenhuma chance de vida.
Vejo agora que mais nada valho
sou apenas um defunto morto perto de ti
sou apenas mais um pronto para o caixão
e vejo que nada mesmo vivi.
Vejo que eu morri em minha loucura
sem direito a vida ou testemunha
para presenciar o doloroso amor qu'eu tive
vejo que matei e nem reparei
que estava pronto para o seu alvo
vejo que eu mesmo me matei por você
pelo meu amor incondicional e verdadeiro.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Doar para Viver ou Viver sem se Doar?
Sem nenhum nexo devo renunciar
a mim mesmo e a mais ninguém
devo enfim me doar para talvez
feliz eu ser e poder viver.
Mas me doar talvez não me deixaria
assim tão feliz assim nessa vida
por isso não me entrego a ninguém
por isso eu não me dou com ninguém.
Pois vejo que não sou assim alguém
para me doar assim para todos
para satisfazer a todos e a mim mesmo
vejo que nada sou assim além de alguém
que não se dá com ninguém.
Vejo que nada sou mesmo além de mim
vejo que nada devo fazer
nada devo me doar
nada apenas de mim.
Vejo que nada mesmo sou
pois nada poso assim ser
nesta dúvida tão cruel
nesta mísera vida.
a mim mesmo e a mais ninguém
devo enfim me doar para talvez
feliz eu ser e poder viver.
Mas me doar talvez não me deixaria
assim tão feliz assim nessa vida
por isso não me entrego a ninguém
por isso eu não me dou com ninguém.
Pois vejo que não sou assim alguém
para me doar assim para todos
para satisfazer a todos e a mim mesmo
vejo que nada sou assim além de alguém
que não se dá com ninguém.
Vejo que nada sou mesmo além de mim
vejo que nada devo fazer
nada devo me doar
nada apenas de mim.
Vejo que nada mesmo sou
pois nada poso assim ser
nesta dúvida tão cruel
nesta mísera vida.
Nem sei quem sou
se é que sou alguém
se coisa sou eu mesmo.
Sei apenas que vivo
numa vida tão fajuta
numa vida tão maluca
que as vezes nem sei
se eu mesmo vivo.
Mas se vivo assim
não seria eu alguém?
Pois enfim penso
que alguém sou eu
pois coisa não posso ser
e se coisa eu for
devo então parado ficar
num desejo de me movimentar.
Pois enfim ajo como alguém
indo e vindo sem ser coisa
andando e me movimentando
sabendo que coisa eu não sou.
se é que sou alguém
se coisa sou eu mesmo.
Sei apenas que vivo
numa vida tão fajuta
numa vida tão maluca
que as vezes nem sei
se eu mesmo vivo.
Mas se vivo assim
não seria eu alguém?
Pois enfim penso
que alguém sou eu
pois coisa não posso ser
e se coisa eu for
devo então parado ficar
num desejo de me movimentar.
Pois enfim ajo como alguém
indo e vindo sem ser coisa
andando e me movimentando
sabendo que coisa eu não sou.
Idéia de Universo
Nunca tive idéia de universo
pois lá nunca estive
pois lá nunca irei
pois aqui mesmo estou
no meio do universo
ou talvez mais no canto dele.
Mas como nele não estar
sendo que sou pedaço dele mesmo?
Creio no que sinto e vejo
e seja como for
não estou no lugar certo do universo
talvez nem nele mesmo estou
mesmo sendo pedaço dele mesmo.
E na confusão mental de minha mente
vejo que nem astrônomos ou astrólogos
podem assim me ajudar
a encontrar lugar meu no universo.
Pois vejo que nem sei se parte faço daqui
nem sei se pedaço sou do universo
pois vejo que nada mais eu sou
além de um pedaço qualquer.
pois lá nunca estive
pois lá nunca irei
pois aqui mesmo estou
no meio do universo
ou talvez mais no canto dele.
Mas como nele não estar
sendo que sou pedaço dele mesmo?
Creio no que sinto e vejo
e seja como for
não estou no lugar certo do universo
talvez nem nele mesmo estou
mesmo sendo pedaço dele mesmo.
E na confusão mental de minha mente
vejo que nem astrônomos ou astrólogos
podem assim me ajudar
a encontrar lugar meu no universo.
Pois vejo que nem sei se parte faço daqui
nem sei se pedaço sou do universo
pois vejo que nada mais eu sou
além de um pedaço qualquer.
Olhares Fixados
E que fixados sejam nossos olhos
num desejo puro de amar
nesta mesa de um café
vistos sejam nós um pelo outro.
E que sejam eternos esses olhares
mesmo que durem poucos segundos
mas que sejam puros para nós dois
que sejam verdadeiros para com nós
que que nós dois não mintam
assim descarados um para o outro.
Mas que durem o quanto durar
esses nossos olhares um para o outro
num desejo louco de dizer
as palavras que tanto se dizem por aí
palavras num breve poema
de apenas duas palavras
tão belas e instigantes que são
que até provocam arrepios.
num desejo puro de amar
nesta mesa de um café
vistos sejam nós um pelo outro.
E que sejam eternos esses olhares
mesmo que durem poucos segundos
mas que sejam puros para nós dois
que sejam verdadeiros para com nós
que que nós dois não mintam
assim descarados um para o outro.
Mas que durem o quanto durar
esses nossos olhares um para o outro
num desejo louco de dizer
as palavras que tanto se dizem por aí
palavras num breve poema
de apenas duas palavras
tão belas e instigantes que são
que até provocam arrepios.
Dedicatória
Já nada sentem ao ver a tua lápide
já nem desejos de amor sentem mais
e a dor simplesmente se apagou
pois já nada lembram de tua morte.
E a saudade ficou contida
dentro de uma caixa de madeira
num desejo louco de morrer
de se esvair para fora
de gritar para ouvirem
para saberem que ela existe.
Já nada sentem pelo teu corpo enfermo
repousando em paz num túmulo
pois a vida agora te esqueceu
pois são os poucos que te quer
pois ~são poucos os que lembram
assim como eu te lembrei neste poema
dedicado a você.
já nem desejos de amor sentem mais
e a dor simplesmente se apagou
pois já nada lembram de tua morte.
E a saudade ficou contida
dentro de uma caixa de madeira
num desejo louco de morrer
de se esvair para fora
de gritar para ouvirem
para saberem que ela existe.
Já nada sentem pelo teu corpo enfermo
repousando em paz num túmulo
pois a vida agora te esqueceu
pois são os poucos que te quer
pois ~são poucos os que lembram
assim como eu te lembrei neste poema
dedicado a você.
Borboleta
Vede o ser magnifico
borboleta colorida
corista voa a flor
suga o néctar
e descansa em paz
como pluma
voando pelo vento.
Vejo e percebo
que queremos mais que a vida
queremos vida além da vida
num desejo quase absurdo
numa vida em busca da vida.
E vejo que a vida se resumiria
em colher o néctar das flores
para enfim repousar em paz
sem mais nada querer
somente morrer em paz
e voar como plumas no céu
numa leveza sublime.
E vejo que somos tão estúpidos
pois queremos mais vida
mais do que temos direito
ó Deus me perdoe por isso
por desejar o que não se deve
por querer o que não se pode.
E vejo a borboleta
repousar em minhas mãos
sem pestanejar uma palavra
sem sequer querer mais nada
numa magistral morte
exemplo para todos nós
seres mais insignificantes
que a própria borboleta.
borboleta colorida
corista voa a flor
suga o néctar
e descansa em paz
como pluma
voando pelo vento.
Vejo e percebo
que queremos mais que a vida
queremos vida além da vida
num desejo quase absurdo
numa vida em busca da vida.
E vejo que a vida se resumiria
em colher o néctar das flores
para enfim repousar em paz
sem mais nada querer
somente morrer em paz
e voar como plumas no céu
numa leveza sublime.
E vejo que somos tão estúpidos
pois queremos mais vida
mais do que temos direito
ó Deus me perdoe por isso
por desejar o que não se deve
por querer o que não se pode.
E vejo a borboleta
repousar em minhas mãos
sem pestanejar uma palavra
sem sequer querer mais nada
numa magistral morte
exemplo para todos nós
seres mais insignificantes
que a própria borboleta.
Dor de Poeta
Poeto pois assim faço
num dilema chamado mentira
onde eu minto minhas dores
como se estas fossem assim verdadeiras
como se eu mesmo fosse o sofredor.
Minto a mim mesmo e aos outros
num faz de contas que é pecado
sem medo de me arrepender
sem medo de sofrer.
Sofro tantas falsas dores
que se estas fossem tão verdadeiras
eu mesmo estaria morto
me suicidaria
mas eu minto-as por diversão
por pura anestesia da vida dolorosa
pois não a dor pior que a dor da vida
que vivemos e morremos e não sentimos
mas mesmo assim sofremos.
Pois minto sobre dores
para aliviar a dor da vida
para aliviar minha dor
que é dor de poeta.
num dilema chamado mentira
onde eu minto minhas dores
como se estas fossem assim verdadeiras
como se eu mesmo fosse o sofredor.
Minto a mim mesmo e aos outros
num faz de contas que é pecado
sem medo de me arrepender
sem medo de sofrer.
Sofro tantas falsas dores
que se estas fossem tão verdadeiras
eu mesmo estaria morto
me suicidaria
mas eu minto-as por diversão
por pura anestesia da vida dolorosa
pois não a dor pior que a dor da vida
que vivemos e morremos e não sentimos
mas mesmo assim sofremos.
Pois minto sobre dores
para aliviar a dor da vida
para aliviar minha dor
que é dor de poeta.
Ocultismo
E no oculto pleno de meu ser
encontro a paz tão distinta
encontro algo que me faz sorrir
algo que me faz chorar.
Longe do inferno da vida
vejo que sou um mortal comum
resistente a tudo na vida
que aguenta as peleias da mesma.
Me descubro em almas
me vejo diante de mim mesmo
e de minhas faces tolas
me encontro onde não mudo
onde sou eu e puro e verdadeiro
num instante consagrado
numa morte passageira
pois logo viverei de novo.
Vejo que sou muitos e único
nesse ocultismo tão perdido
escondido dentro de mim
numa porta cerrada a chaves
num cofre de mim mesmo
e que agora redescobri.
encontro a paz tão distinta
encontro algo que me faz sorrir
algo que me faz chorar.
Longe do inferno da vida
vejo que sou um mortal comum
resistente a tudo na vida
que aguenta as peleias da mesma.
Me descubro em almas
me vejo diante de mim mesmo
e de minhas faces tolas
me encontro onde não mudo
onde sou eu e puro e verdadeiro
num instante consagrado
numa morte passageira
pois logo viverei de novo.
Vejo que sou muitos e único
nesse ocultismo tão perdido
escondido dentro de mim
numa porta cerrada a chaves
num cofre de mim mesmo
e que agora redescobri.
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