Quero
O beijo cremoso de batom vermelho
A vida cheia de quentes abraços
O cheiro morno de perfume plácido.
Quero
Olhos me comendo vivo
Vivo coração batendo em mim
Paz de um corpo à espera
De um choro de alegria e tristeza.
Quero
Apenas os segundos eternos
De um espaço de tempo infinito
Em seus ternos braços
Nem que seja em pleno sonho impossível.
Poesias de José Ros
Ontem eu era apenas um. Hoje descobri que vários sou.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
sábado, 7 de julho de 2012
Romeus e Julietas
Cada Romeu na sua
Cada Julieta na sua
Sem aproximação
Sem romance
Sem nada, cada qual em seu galho.
De quantos Romeus
De quantas Julietas
É preciso para achar o amor?
Haja assim tantos Romeus
E tantas Julietas
Para assim surgir um romance
Um par perfeito
Por mais imperfeito que seja.
E que venha assim os Romeus
E as Julietas
E as pesquisas
Os experimentos
Opiniões
Cientistas
Especuladores
Para formar o par perfeito
De Romeu e Julieta
Mesmo sendo assim
Um par imperfeito.
Cada Julieta na sua
Sem aproximação
Sem romance
Sem nada, cada qual em seu galho.
De quantos Romeus
De quantas Julietas
É preciso para achar o amor?
Haja assim tantos Romeus
E tantas Julietas
Para assim surgir um romance
Um par perfeito
Por mais imperfeito que seja.
E que venha assim os Romeus
E as Julietas
E as pesquisas
Os experimentos
Opiniões
Cientistas
Especuladores
Para formar o par perfeito
De Romeu e Julieta
Mesmo sendo assim
Um par imperfeito.
A verdade verdadeira
E na verdade
Não há verdade
Na boca dos homens
Na boca de ninguém.
Na verdade verdadeira
A verdade assim se esconde
De tudo
De todos
Dentro do que se diz coração.
A boca
Os dedos
Os olhos
Até tentam revelar a verdade
Mas a verdade é que o coração não deixa.
Não há verdade
Na boca dos homens
Na boca de ninguém.
Na verdade verdadeira
A verdade assim se esconde
De tudo
De todos
Dentro do que se diz coração.
A boca
Os dedos
Os olhos
Até tentam revelar a verdade
Mas a verdade é que o coração não deixa.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Se acaso eu correr de você...
E se acaso eu correr de você
Corra atrás de mim...
Me pegue
Me espanque
Me esfole
Me mate
Mas fique comigo.
Se acaso eu correr de você
Me faça parar
Me faça acordar
Me faça sentir
O que temo sentir
O quero e não quero sentir.
Se acaso eu correr de você
Me prenda
Me amarre
Coloque-me grades em volta
Mas não me deixe
Não me abandone
Corra atrás.
Corra atrás de mim...
Me pegue
Me espanque
Me esfole
Me mate
Mas fique comigo.
Se acaso eu correr de você
Me faça parar
Me faça acordar
Me faça sentir
O que temo sentir
O quero e não quero sentir.
Se acaso eu correr de você
Me prenda
Me amarre
Coloque-me grades em volta
Mas não me deixe
Não me abandone
Corra atrás.
Um ser autômato
Vive
Come
Dorme
Quer
Respira
Deseja
Sofre
Almeja
Canta
Voa
Nada
Vê
E solta lazer
Um ser autômato
Ser automático
Um ser que sou eu.
Só um defeito
Um pequeno grande defeito
Um defeito que altera a humanidade
A triste sociedade
Não exprime sentimentos
Não sente o coração.
Come
Dorme
Quer
Respira
Deseja
Sofre
Almeja
Canta
Voa
Nada
Vê
E solta lazer
Um ser autômato
Ser automático
Um ser que sou eu.
Só um defeito
Um pequeno grande defeito
Um defeito que altera a humanidade
A triste sociedade
Não exprime sentimentos
Não sente o coração.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
No meu desespero... dou risada
Eu rio é de desespero
Pois meu pranto não pode aparecer
Rio de cansado, de dor, de tristeza
Pois a própria alegria me abandonou.
E sigo assim rindo, bem idiota
E ninguém me entende
E nem faço questão da compreensão
E nem faço questão do público.
Meus risos são prantos disfarçados
Meus dentes em forma de alegria
Querem dizer que estão em choro
Minha face tenta disfarçar
Para que ninguém perceba meu pranto
Meu simples desespero.
Eu rio
Mas de cansado
Mas de dor
De desespero
Pois a alegria mesmo
Esta não vem.
Pois meu pranto não pode aparecer
Rio de cansado, de dor, de tristeza
Pois a própria alegria me abandonou.
E sigo assim rindo, bem idiota
E ninguém me entende
E nem faço questão da compreensão
E nem faço questão do público.
Meus risos são prantos disfarçados
Meus dentes em forma de alegria
Querem dizer que estão em choro
Minha face tenta disfarçar
Para que ninguém perceba meu pranto
Meu simples desespero.
Eu rio
Mas de cansado
Mas de dor
De desespero
Pois a alegria mesmo
Esta não vem.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Meu Caminho Caminha
Sigo rumo sem volta
Sigo volta sem círculo
Sigo vida sem morte
Sigo morte sem vida.
Vivo e vou seguindo
Caminho sem passo
Passo adiante
O outro passo do homem.
Digo sim
Digo não
Digo o que quiser
Como quiser
Como eu lhe digo.
Rio a risada
A palhaçada
O palhaço me faz rir
O coração é o palhaço
O palhaço bate em mim.
Sinto nada sinto
Sigo sem seguir
Caminhos sem caminhos
Rio sem rir
Vivo por viver.
Sinto
Sigo
Rio
Vivo
Meu caminho.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Vista o terno
Vista seu terno amigo
Pois seu sonho acabou
Vista o terno e vai ao trabalho
Pois dinheiro falta em casa
Por tanto sonhar.
Vista o terno
Pois ninguém come paixões
Pois ninguém vive de amor
Pois ninguém morre de desilusões.
Vista o terno homem!
Você precisa sair
Você precisa viver
Talvez morrer atropelado
Talvez ressuscitar em anjo.
Vista o terno, sua bandeira
Vai à luta companheiro
Pois a guerra está aí na sua frente
Esperando mais um lutador.
Vista o terno nobre
Pois quem vive de passado é historiador
Quem vive de amarguras é psicólogo.
Vista o terno e vá
Esqueça tudo
Pois o futuro está nos seus pés.
Pois seu sonho acabou
Vista o terno e vai ao trabalho
Pois dinheiro falta em casa
Por tanto sonhar.
Vista o terno
Pois ninguém come paixões
Pois ninguém vive de amor
Pois ninguém morre de desilusões.
Vista o terno homem!
Você precisa sair
Você precisa viver
Talvez morrer atropelado
Talvez ressuscitar em anjo.
Vista o terno, sua bandeira
Vai à luta companheiro
Pois a guerra está aí na sua frente
Esperando mais um lutador.
Vista o terno nobre
Pois quem vive de passado é historiador
Quem vive de amarguras é psicólogo.
Vista o terno e vá
Esqueça tudo
Pois o futuro está nos seus pés.
Se for preciso morrer
Já morri diversas vezes
Fui e voltei do inferno
Já me refiz grandemente.
Mais uma morte para mim
Não é mais tão desagradável
Pois dizem que morrer faz parte da vida.
Pois se morrer for preciso
Para te agradar e me desferir
Eu morro sem prazer
Mas sem reclamar
Pois morte não é dor
Pois morte não é alegria.
Mas se for para viver
Tentarei assim viver
Por toda a eternidade
Mesmo que a eternidade dure dias
E que esses dias sejam eternos.
Fui e voltei do inferno
Já me refiz grandemente.
Mais uma morte para mim
Não é mais tão desagradável
Pois dizem que morrer faz parte da vida.
Pois se morrer for preciso
Para te agradar e me desferir
Eu morro sem prazer
Mas sem reclamar
Pois morte não é dor
Pois morte não é alegria.
Mas se for para viver
Tentarei assim viver
Por toda a eternidade
Mesmo que a eternidade dure dias
E que esses dias sejam eternos.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
O amor
Ah! O amor
Esse ingrato e santo
Como todos os santos ingratos
Mas tão pisado
Como a uva à virar vinho
Nos pés dos portugueses
Pés esses tão saborosos
Tão fortes e robustos
Os pés dos marinheiros
Marujos vinícolas.
Ah sim! O amor
Este esquecido na gaveta
do velho balcão de imbuia
Madeira esta proibida e rara
Quem me dera ser o pau de imbuia
Inquebrável e sem cupins
Duro feito rocha
Leve feito uma bigorna.
O amor... sim! O amor!
Este injustiçado
Pela justiça brasileira
Tão cega, muda, injusta!
Se pego essa justiça que não caminha...!
Como dizia ou estava tentando...
o amor, esse bandido!
Que ninguém prende
Pois esses policiais
Assim tão vagabundos
Prendem sequer seus pares.
Agora sim! Ah o amor...
nada tenho a declarar sobre ele
Só posso dizer que fugiu
Fugiu ele e seus comparsas
Coração, Tristeza, Rancor e Desespero
Em busca de mais um otário à lesar.
Ah... o amor...
tomem nota amigos!
Pois os próximos a cair no golpe
Serão vocês!
Esse ingrato e santo
Como todos os santos ingratos
Mas tão pisado
Como a uva à virar vinho
Nos pés dos portugueses
Pés esses tão saborosos
Tão fortes e robustos
Os pés dos marinheiros
Marujos vinícolas.
Ah sim! O amor
Este esquecido na gaveta
do velho balcão de imbuia
Madeira esta proibida e rara
Quem me dera ser o pau de imbuia
Inquebrável e sem cupins
Duro feito rocha
Leve feito uma bigorna.
O amor... sim! O amor!
Este injustiçado
Pela justiça brasileira
Tão cega, muda, injusta!
Se pego essa justiça que não caminha...!
Como dizia ou estava tentando...
o amor, esse bandido!
Que ninguém prende
Pois esses policiais
Assim tão vagabundos
Prendem sequer seus pares.
Agora sim! Ah o amor...
nada tenho a declarar sobre ele
Só posso dizer que fugiu
Fugiu ele e seus comparsas
Coração, Tristeza, Rancor e Desespero
Em busca de mais um otário à lesar.
Ah... o amor...
tomem nota amigos!
Pois os próximos a cair no golpe
Serão vocês!
domingo, 22 de janeiro de 2012
O que me importa
E o que me importa é a poesia
E a ti dou-te o que quiseres
Como quiseres.
Dou-te meus amores em formas de versos
Dou-te minhas dores em formas de ais
Dou-te minhas alegrias em forma de frases
Dou-te até mesmo dinheiro, em forma de papel e caneta.
E o que mais me importa é a poesia
Não o amor
Não o simples prazer carnal
Não sequer o próprio Divino.
Pois tudo agora renego, menos a poesia
Essa sim minha companheira fiel até a morte
E na qual não trocarei por nenhuma coisa na vida.
E a ti dou-te o que quiseres
Como quiseres.
Dou-te meus amores em formas de versos
Dou-te minhas dores em formas de ais
Dou-te minhas alegrias em forma de frases
Dou-te até mesmo dinheiro, em forma de papel e caneta.
E o que mais me importa é a poesia
Não o amor
Não o simples prazer carnal
Não sequer o próprio Divino.
Pois tudo agora renego, menos a poesia
Essa sim minha companheira fiel até a morte
E na qual não trocarei por nenhuma coisa na vida.
Jogo virtual
E os anjos vem até a terra verificar
Se a criação de Deus, que sou eu
Assim funciona como programado.
E assim me sinto
Como um jogo virtual no qual
Sou um pau-mandado de um jogador.
Como assim queria viver livre desse jogo
No qual quem sofre sou eu mesmo
(Já que os reias jogadores sentam na cadeira)
No qual sou eu mesmo que perco.
Vidas assim perco, muitas vezes ganho
Mas no final, é o zera-jogo e o game-over
Pois este personagem não se faz mais útil
Se a criação de Deus, que sou eu
Assim funciona como programado.
E assim me sinto
Como um jogo virtual no qual
Sou um pau-mandado de um jogador.
Como assim queria viver livre desse jogo
No qual quem sofre sou eu mesmo
(Já que os reias jogadores sentam na cadeira)
No qual sou eu mesmo que perco.
Vidas assim perco, muitas vezes ganho
Mas no final, é o zera-jogo e o game-over
Pois este personagem não se faz mais útil
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Quinta-feira 12
A Lua tenebrosa está
Antecipando a sexta-feira
Treze de janeiro
De dois mil e doze de Nosso Senhor.
Grande e amarela
Queimada e assustadora
Imponente no céu negro com nuvens
Brilha em falsa cor
Esta Lua tenebrosa e tão magnífica.
Gatos, todos vestidos de negro
Saem das casas, dos buracos, dos cantos
Numa espécie de dia das bruxas felina.
E ao som de fundo, a coruja ressoa o som
Que é do medo, que é da morte
Melodia fatal para os não-avisados.
E assim ocorre essa quinta-feira 12
Um dia antes do dia que todos temem
A sexta-feira 13.
Antecipando a sexta-feira
Treze de janeiro
De dois mil e doze de Nosso Senhor.
Grande e amarela
Queimada e assustadora
Imponente no céu negro com nuvens
Brilha em falsa cor
Esta Lua tenebrosa e tão magnífica.
Gatos, todos vestidos de negro
Saem das casas, dos buracos, dos cantos
Numa espécie de dia das bruxas felina.
E ao som de fundo, a coruja ressoa o som
Que é do medo, que é da morte
Melodia fatal para os não-avisados.
E assim ocorre essa quinta-feira 12
Um dia antes do dia que todos temem
A sexta-feira 13.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Queria Dizer Palavras
Palavras queria dizer
Mas as mesmas
Não me saem pela boca
Não me saem pelos dedos.
Censura cruel essa minha
Insegurança, medo, vergonha
Me proíbem de dizer palavras
Palavras que tanto queria gritar.
E assim sigo sendo torturado
Pela alma, essa delegada real
Pelo medo e seus agentes
Cruéis censores de minha vida.
Queria dizer palavras
Mas as mesmas não saem
De minha alma
Como se ela quisesse guardar um segredo.
Mas as mesmas
Não me saem pela boca
Não me saem pelos dedos.
Censura cruel essa minha
Insegurança, medo, vergonha
Me proíbem de dizer palavras
Palavras que tanto queria gritar.
E assim sigo sendo torturado
Pela alma, essa delegada real
Pelo medo e seus agentes
Cruéis censores de minha vida.
Queria dizer palavras
Mas as mesmas não saem
De minha alma
Como se ela quisesse guardar um segredo.
Pássaro Fuginte
Sou pássaro
Fuginte
Fugido
Do caçador que me almeja
Que me deseja
Que me quer.
Quanto custa-me fugir
Desse caçador tão brutal
Fugir para não ser posto
Em gaiola de aço
Prisão dos pequenos.
Quanto me custa fugir
Dos tiros que vem de baixo
Querendo assim em atingir.
Fugir
Para não virar bicho empalhado
Não virar comida de família
Para não virar mero prisioneiro sem culpa.
Fugir
Mas do que adianta fugir
Se dia ou outro serei pego mesmo?
Fuginte
Fugido
Do caçador que me almeja
Que me deseja
Que me quer.
Quanto custa-me fugir
Desse caçador tão brutal
Fugir para não ser posto
Em gaiola de aço
Prisão dos pequenos.
Quanto me custa fugir
Dos tiros que vem de baixo
Querendo assim em atingir.
Fugir
Para não virar bicho empalhado
Não virar comida de família
Para não virar mero prisioneiro sem culpa.
Fugir
Mas do que adianta fugir
Se dia ou outro serei pego mesmo?
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