sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O amor

Ah! O amor
Esse ingrato e santo
Como todos os santos ingratos
Mas tão pisado
Como a uva à virar vinho
Nos pés dos portugueses
Pés esses tão saborosos
Tão fortes e robustos
Os pés dos marinheiros
Marujos vinícolas.

Ah sim! O amor
Este esquecido na gaveta
do velho balcão de imbuia
Madeira esta proibida e rara
Quem me dera ser o pau de imbuia
Inquebrável e sem cupins
Duro feito rocha
Leve feito uma bigorna.

O amor... sim! O amor!
Este injustiçado
Pela justiça brasileira
Tão cega, muda, injusta!
Se pego essa justiça que não caminha...!

Como dizia ou estava tentando...
o amor, esse bandido!
Que ninguém prende
Pois esses policiais
Assim tão vagabundos
Prendem sequer seus pares.

Agora sim! Ah o amor...
nada tenho a declarar sobre ele
Só posso dizer que fugiu
Fugiu ele e seus comparsas
Coração, Tristeza, Rancor e Desespero
Em busca de mais um otário à lesar.

Ah... o amor...
tomem nota amigos!
Pois os próximos a cair no golpe
Serão vocês!

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