Noite feliz
era o que eu
queria.
Dormir
em paz
sem ninguém
sem pensar
em ninguém
uma noite
só minha.
Roncar
para
estremecer
o quarto
viver
em meu
sonho
meu mundo
minha
terra.
Isso que eu
queria
viver
em meu
sonho
eternamente
numa
noite feliz
domingo, 12 de julho de 2009
O Gato do Sebo
Um gato
vigia
um gato
preto
o gato
do sebo.
O gato
vigia
o gato
observa
todo o
movimento.
O gato
anda
por tudo
anda
pelo centro
anda
como rei.
É um gato
sabido
um gato
culturalizado
o gato
do sebo.
vigia
um gato
preto
o gato
do sebo.
O gato
vigia
o gato
observa
todo o
movimento.
O gato
anda
por tudo
anda
pelo centro
anda
como rei.
É um gato
sabido
um gato
culturalizado
o gato
do sebo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
A Acordeonista
Uma moça
toca
coisas lindas
com acordeon
no meio
da praça.
Toca músicas
francesas
do lado
dela
um velho
chapéu
em sinal
de ajuda.
Moedas
notas
dinheiro
jorra
das mãos
da multidão
e enchem
o chapéu
da pobre
acordeonista.
Ela toca
músicas
alegres
mas
seu olhar
é triste
muito triste.
Suas roupas
são velhas
seu terno
rasgado
e remendado
suas calças
curtas
mostram
as meias
usadas
seus
sapatos
sujos
sorridentes
gastos
pelo andar.
Seus cabelos
loiros
desgrenhados
mostravam
uma doce
finura.
Seu rosto
era sujo
mas belo
simples
sem maquiagem.
Ela ia
embora
na certeza
de um bom
dia
na certeza
de um novo
dia
amanhã.
E o amanhã
chegou
sorrindo
para mim.
Fui ver
a bela
e pobre
acordeonista
mas
não estava lá.
Esperei
um bom
tempo
mas
ela não
chegou.
Onde estava
ela?
Não sei
Procurei
em tudo
quanto é
lugar
e não
encontrei.
Fui
na cadeia
no hospital
até
no necrotério
mas
não achei.
Cadê
ela?
Eu grito
sem parar.
Não sei
seu nome
e ela
não tem casa.
Os dias
passaram
e o único
remédio
foi eu
tocar acordeon
no lugar
dela
até ela
aparecer.
E assim
vivo
a vida
tocando
acordeon
e esperando
ela chegar.
Mas...
onde está
ela?
toca
coisas lindas
com acordeon
no meio
da praça.
Toca músicas
francesas
do lado
dela
um velho
chapéu
em sinal
de ajuda.
Moedas
notas
dinheiro
jorra
das mãos
da multidão
e enchem
o chapéu
da pobre
acordeonista.
Ela toca
músicas
alegres
mas
seu olhar
é triste
muito triste.
Suas roupas
são velhas
seu terno
rasgado
e remendado
suas calças
curtas
mostram
as meias
usadas
seus
sapatos
sujos
sorridentes
gastos
pelo andar.
Seus cabelos
loiros
desgrenhados
mostravam
uma doce
finura.
Seu rosto
era sujo
mas belo
simples
sem maquiagem.
Ela ia
embora
na certeza
de um bom
dia
na certeza
de um novo
dia
amanhã.
E o amanhã
chegou
sorrindo
para mim.
Fui ver
a bela
e pobre
acordeonista
mas
não estava lá.
Esperei
um bom
tempo
mas
ela não
chegou.
Onde estava
ela?
Não sei
Procurei
em tudo
quanto é
lugar
e não
encontrei.
Fui
na cadeia
no hospital
até
no necrotério
mas
não achei.
Cadê
ela?
Eu grito
sem parar.
Não sei
seu nome
e ela
não tem casa.
Os dias
passaram
e o único
remédio
foi eu
tocar acordeon
no lugar
dela
até ela
aparecer.
E assim
vivo
a vida
tocando
acordeon
e esperando
ela chegar.
Mas...
onde está
ela?
sábado, 4 de julho de 2009
Anti-social
Não sou
santo
cavaleiro
cavalheiro
educado
estou mais
para dragão
do que príncipe.
Não quero
ser
seu bicho
de pelúcia
nem um
quadro
de fotos
quero ser
eu mesmo
animal.
Não tenho
laços
nem abraços
somente
um doce
rancor
da vida.
Não me faça
carinho
e nem
espere
o mesmo
eu posso
morder
e você sabe
disso.
Não espere
um coração
bonito
vermelho
inteiro
mas sim
um coração
ferido
hemorrágico
negro
cheio de dor
e sem
nenhum
carinho.
Esqueça
uma mente
limpa
consciente
e certinha
mas lembre-se
de uma
mente suja
louca
inconsciente
sem nexo
sem carinho
e toda errada
pois
é assim
que sou.
santo
cavaleiro
cavalheiro
educado
estou mais
para dragão
do que príncipe.
Não quero
ser
seu bicho
de pelúcia
nem um
quadro
de fotos
quero ser
eu mesmo
animal.
Não tenho
laços
nem abraços
somente
um doce
rancor
da vida.
Não me faça
carinho
e nem
espere
o mesmo
eu posso
morder
e você sabe
disso.
Não espere
um coração
bonito
vermelho
inteiro
mas sim
um coração
ferido
hemorrágico
negro
cheio de dor
e sem
nenhum
carinho.
Esqueça
uma mente
limpa
consciente
e certinha
mas lembre-se
de uma
mente suja
louca
inconsciente
sem nexo
sem carinho
e toda errada
pois
é assim
que sou.
Piano
Piano
instrumento
tão triste
combina
comigo.
Seu som
grave
e agudo
ao mesmo
tempo
me faz
chorar
e muito.
Triste
é o pianista
sempre
tocando
este
instrumento.
Piano
mexe
comigo
me deixa
em prantos
transforma
alegria
em dor.
Suas teclas
brancas
e pretas
me fazem
pensar
transmitem
mais dor.
Como
pode
um instrumento
tão triste
fazer a alegria
de tanta gente?
instrumento
tão triste
combina
comigo.
Seu som
grave
e agudo
ao mesmo
tempo
me faz
chorar
e muito.
Triste
é o pianista
sempre
tocando
este
instrumento.
Piano
mexe
comigo
me deixa
em prantos
transforma
alegria
em dor.
Suas teclas
brancas
e pretas
me fazem
pensar
transmitem
mais dor.
Como
pode
um instrumento
tão triste
fazer a alegria
de tanta gente?
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