Todos dormem a meia noite
menos eu
monstro aceso de ódio
de amor
de vida.
Todos sonham sonhos belos
perdem o tempo em fantasia
enquanto tento viver o sonho real
do mundo sobrenatural
da maléfica vida endiabrada
azarada.
Enquanto calmos dormem
dentro de mim luto
comigo mesmo
no mais inexo espírito de vida
da inconsciência humana
de um monstro feito humano
este maldito ser humano.
Enquanto os outros
por amor sangram suas veias
eu simplesmente me mato por amor
pelo amor inexistente
que tanto teimo em fazer existir
amor de monstro humano
de humano maldito.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Dito Paraíso
Ouço o último som de minha vida
em plena morte presente
o som da mais terrível música
a música da doce morte vinda
brindando minha chegada
ao dito paraíso criado por mim.
Ouço o alegre orgão triunfante
soprando inconfundíveis notas
soltando sua música de alegria
mais um morto a pagar
os impostos cobrados no céu.
Ouço vozes de crianças
milhares delas
anjos sem sexo e sem vida
mas que podem assim viver
eternamente no paraíso chato
branco, sem-graça, sem vida.
Ouço ao longe
o choro dos que me deixaram morrer
o pranto triste terrestre de pura dor
mais um ente querido se foi
para o dito paraíso
que criaram para mim.
Não tive a escolha
de escolher o dito paraíso
que eu mesmo fiz
que eu mesmo imaginei
mas que errado deu
em plena morte presente
o som da mais terrível música
a música da doce morte vinda
brindando minha chegada
ao dito paraíso criado por mim.
Ouço o alegre orgão triunfante
soprando inconfundíveis notas
soltando sua música de alegria
mais um morto a pagar
os impostos cobrados no céu.
Ouço vozes de crianças
milhares delas
anjos sem sexo e sem vida
mas que podem assim viver
eternamente no paraíso chato
branco, sem-graça, sem vida.
Ouço ao longe
o choro dos que me deixaram morrer
o pranto triste terrestre de pura dor
mais um ente querido se foi
para o dito paraíso
que criaram para mim.
Não tive a escolha
de escolher o dito paraíso
que eu mesmo fiz
que eu mesmo imaginei
mas que errado deu
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