Sons de baixo
guitarras
bar noturno
bebidas
sem vida
sem nada
apenas isso.
A meia noite
a média luz
a meio copo da vida
a meio copo da morte
apenas isso
mais nada.
Olhares
nada amistosos
nada reais por isso
fundo bem fundo
músicas
algo cantando cantante
sem identificação clara
sem claridade aliás
sem caridade mais.
Cigarros
não era proibido fumar?
Cigarros
Lucky Strike
Black
Carlton Crema.
Sorrisos amarelos
gargalhadas ao longe
fundo do poço só
apenas isso
mais nada.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Autocromo
E na imagem polifônica da vista
vejo músicas executadas sempre
na policromática preto-e-branca
em tons de cinzas coloridos
mudando de cores sempre.
Monofonias atônicas em disparates
pela vida policromática em autocromo
pela monocromância das mortas cores vivas
desta vida muito monocromática.
Monocromâncias da inteira vida em cores
e as cores monocromáticas em tons de cores
acinzentadas pelos autocromos coloridos
envelhecidos pelos tons de cinzas avermelhados
mundando sempre de cores e nunca de cinzas
nesta vida preto-e-branca da TV multicolorida.
Nesta polifonia monofônica das cores vivas
das ondas do radinho de pilhas Rayovac
nas policromâncias da TV brasileira
em cores vivas autocromicas
em papel de cromo verde azulado
as cores em tons de cinzas sempre são cinzas.
Pois é nessa monofonia policromática autocromica
que vivo minha vida em Omo Cores monocromático
pois polifonia é a monocromância da vida em cores
e nesta monocromática colorida da vida que vivo.
vejo músicas executadas sempre
na policromática preto-e-branca
em tons de cinzas coloridos
mudando de cores sempre.
Monofonias atônicas em disparates
pela vida policromática em autocromo
pela monocromância das mortas cores vivas
desta vida muito monocromática.
Monocromâncias da inteira vida em cores
e as cores monocromáticas em tons de cores
acinzentadas pelos autocromos coloridos
envelhecidos pelos tons de cinzas avermelhados
mundando sempre de cores e nunca de cinzas
nesta vida preto-e-branca da TV multicolorida.
Nesta polifonia monofônica das cores vivas
das ondas do radinho de pilhas Rayovac
nas policromâncias da TV brasileira
em cores vivas autocromicas
em papel de cromo verde azulado
as cores em tons de cinzas sempre são cinzas.
Pois é nessa monofonia policromática autocromica
que vivo minha vida em Omo Cores monocromático
pois polifonia é a monocromância da vida em cores
e nesta monocromática colorida da vida que vivo.
Sem Sol
E o sol não nasceu
as nuvens choraram
a lua nem viu
tanta dor assim no céu.
Sem brilhos
sem luzes
sem calores
o sol não apareceu
o mundo parou
morreu.
O dia morreu
a noite nem nasceu
o fim nem começou
o sol só sumiu
o sol só não nasceu.
Mas o dia nem veio
mas a noite prolongou-se
corujas morcegos
sempre alertas
pois o sol não veio
pois a noite não foi
pois o dia acabou.
as nuvens choraram
a lua nem viu
tanta dor assim no céu.
Sem brilhos
sem luzes
sem calores
o sol não apareceu
o mundo parou
morreu.
O dia morreu
a noite nem nasceu
o fim nem começou
o sol só sumiu
o sol só não nasceu.
Mas o dia nem veio
mas a noite prolongou-se
corujas morcegos
sempre alertas
pois o sol não veio
pois a noite não foi
pois o dia acabou.
domingo, 18 de abril de 2010
Uma Mesa de Bar Um Poeta
Uma mesa de bar
um poeta uma dor
um copo de vinho
um dia de sonhos
sonhando na vida
um lápis um papel
e um coração.
Fazer poesias fazer
sonhar sonhar
beber até se inspirar
me entristecer
só para viver.
Um boteco a meia luz
uma luz turva
panelas penduradas
um coração
um lápis um papel
e mais um poeta.
Apenas mais uma poesia
como tantas outras
de um poeta desalmado
desamado.
um poeta uma dor
um copo de vinho
um dia de sonhos
sonhando na vida
um lápis um papel
e um coração.
Fazer poesias fazer
sonhar sonhar
beber até se inspirar
me entristecer
só para viver.
Um boteco a meia luz
uma luz turva
panelas penduradas
um coração
um lápis um papel
e mais um poeta.
Apenas mais uma poesia
como tantas outras
de um poeta desalmado
desamado.
Poema do Tédio
Um copo de vinho
um disco na vitrola
um tédio no coração
viva a vida viver
viver sempre
para não morrer.
A vida em si me consome
me come por inteiro
me deixa ludibriado
pelas horas altas da vida
pela vida desvivida
desgarrada.
Se entediar para se testar
para ver se não morreu
para ver se vivo continua
somente para viver.
Um copo de vinho
um disco na vitrola
um tédio no coração
é isso que chamam de vida
é isso que chamo de vida.
um disco na vitrola
um tédio no coração
viva a vida viver
viver sempre
para não morrer.
A vida em si me consome
me come por inteiro
me deixa ludibriado
pelas horas altas da vida
pela vida desvivida
desgarrada.
Se entediar para se testar
para ver se não morreu
para ver se vivo continua
somente para viver.
Um copo de vinho
um disco na vitrola
um tédio no coração
é isso que chamam de vida
é isso que chamo de vida.
Cruel Mundo
E se a Terra não girasse
e se o mundo parasse
eu viveria mais feliz
eu ficaria mais feliz
eu seria mais alegre talvez.
E se o tempo voltasse
e se o mundo retrocedesse
e se a Terra fosse ao contrário
talvez eu sorriria
talvez eu de alegria pulasse
talvez eu seria mais sorridente.
E se o mundo sumisse
talvez eu ficaria melhor
talvez eu nem mesmo ficaria
talvez eu nem mesmo sorria
talvez eu nem mesmo existisse.
e se o mundo parasse
eu viveria mais feliz
eu ficaria mais feliz
eu seria mais alegre talvez.
E se o tempo voltasse
e se o mundo retrocedesse
e se a Terra fosse ao contrário
talvez eu sorriria
talvez eu de alegria pulasse
talvez eu seria mais sorridente.
E se o mundo sumisse
talvez eu ficaria melhor
talvez eu nem mesmo ficaria
talvez eu nem mesmo sorria
talvez eu nem mesmo existisse.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A Doce Bailarina
Doce bailarina dança
mexe todo o corpo
na ópera da vida
no opus número 1
da Doce Esperança.
Bela bailarina da vida
doce elixir do amor
a vida me ensina a ser
mas o amor me ensina
me ensina a ter.
Uma lágrima furtiva
desce de seus olhos
ela chora triste
e eu visto a roupa
vesti a roupa
roupa de palhaço
para ela alegrar
na ópera da vida.
Eu sou o palhaço
desventurado
vivendo a vida
amarguradamente
sou um palhaço
muito triste
pela incumbência da vida.
Eu danço para alegrar
mas quem eu quero
enganar?
Uma lágrima furtiva
cai de meus olhos
vai para o rosto
branco de maquiagem
faz transparecer
meu triste rosto.
Sou o palhaço
que alegra
a bailarina
a bailarina agora ri
mas choro muito
uma lágrima furtiva
cai de meu coração
e vai até o amor.
Os gritos desesperados
de meu coração
políssonos
são altos
mas nem eu mesmo
dou atenção.
O espetáculo acaba
mas a esperança não
sei que um dia
não serei mais o simples palhaço
mas sim o amor
eterno para sempre
e eu sei
que não mais dançarei
mas viverei alegre
com a doce bailarina.
mexe todo o corpo
na ópera da vida
no opus número 1
da Doce Esperança.
Bela bailarina da vida
doce elixir do amor
a vida me ensina a ser
mas o amor me ensina
me ensina a ter.
Uma lágrima furtiva
desce de seus olhos
ela chora triste
e eu visto a roupa
vesti a roupa
roupa de palhaço
para ela alegrar
na ópera da vida.
Eu sou o palhaço
desventurado
vivendo a vida
amarguradamente
sou um palhaço
muito triste
pela incumbência da vida.
Eu danço para alegrar
mas quem eu quero
enganar?
Uma lágrima furtiva
cai de meus olhos
vai para o rosto
branco de maquiagem
faz transparecer
meu triste rosto.
Sou o palhaço
que alegra
a bailarina
a bailarina agora ri
mas choro muito
uma lágrima furtiva
cai de meu coração
e vai até o amor.
Os gritos desesperados
de meu coração
políssonos
são altos
mas nem eu mesmo
dou atenção.
O espetáculo acaba
mas a esperança não
sei que um dia
não serei mais o simples palhaço
mas sim o amor
eterno para sempre
e eu sei
que não mais dançarei
mas viverei alegre
com a doce bailarina.
domingo, 11 de abril de 2010
Suicídio
E ele não respeitou a placa "Sorria"
e ele não gritou o nome de Maria
e ele não fez nada que queria
e ele apenas quis viver assim
e ele apenas quis viver infeliz.
Mas ele mesmo não respeitou sua vida
e ele nem sequer pensou antes de atirar
e ele nem ouviu o tiro de bala no ouvido
e ele nem mesmo previu o maldito futuro
e ele nem mesmo quis viver de novo.
Mas e ele nem sequer quis mais viver
mas ele estava muito cansado da vida
e ele nem sequer viu seus amigos gritarem
e não deu nem tempo de ver a morte chegar
e não deu tempo nem de dizer um último adeus.
Mas agora eu sei que ele se suicidou
mas agora eu sei que a vida dele mudou
mas agora eu sei que ele nunca mais vai voltar
mas agora eu sei que ele sempre sofreu
mas agora eu sei falar sobre o que é sofrimento.
e ele não gritou o nome de Maria
e ele não fez nada que queria
e ele apenas quis viver assim
e ele apenas quis viver infeliz.
Mas ele mesmo não respeitou sua vida
e ele nem sequer pensou antes de atirar
e ele nem ouviu o tiro de bala no ouvido
e ele nem mesmo previu o maldito futuro
e ele nem mesmo quis viver de novo.
Mas e ele nem sequer quis mais viver
mas ele estava muito cansado da vida
e ele nem sequer viu seus amigos gritarem
e não deu nem tempo de ver a morte chegar
e não deu tempo nem de dizer um último adeus.
Mas agora eu sei que ele se suicidou
mas agora eu sei que a vida dele mudou
mas agora eu sei que ele nunca mais vai voltar
mas agora eu sei que ele sempre sofreu
mas agora eu sei falar sobre o que é sofrimento.
Escravos da Vida
Homens trabalhando
escravos da vida
escravos das necessidades
vida exploradora
sobrevivências.
A vida cobra da vida
o preço nada justo
das duras penas empregadas
na vida inteira.
Escravos da vida
homens nada livres
sem direitos
com deveres
sem liberdade plena.
Sem vida
sem sorte
apenas escravos
como eu também.
escravos da vida
escravos das necessidades
vida exploradora
sobrevivências.
A vida cobra da vida
o preço nada justo
das duras penas empregadas
na vida inteira.
Escravos da vida
homens nada livres
sem direitos
com deveres
sem liberdade plena.
Sem vida
sem sorte
apenas escravos
como eu também.
A Última Coisa
Creio que seja isso
os últimos dizeres
de uma vida inteira
cheia de mágoas
cheia de coisas vãs
sem nada importante.
Os últimos escritos
são aquele enterrados
fundo mesmo
para não acharem.
O último beijo
é o escarro da vida
depois de tanta morte
depois de tantos nãos.
A última promessa
é a de não voltar mais
é de estar bem enterrado
é de estar bem morto
lacrado num caixão
a sete palmos de distância
a sete palmos da vida
a sete palmos
sem vida.
os últimos dizeres
de uma vida inteira
cheia de mágoas
cheia de coisas vãs
sem nada importante.
Os últimos escritos
são aquele enterrados
fundo mesmo
para não acharem.
O último beijo
é o escarro da vida
depois de tanta morte
depois de tantos nãos.
A última promessa
é a de não voltar mais
é de estar bem enterrado
é de estar bem morto
lacrado num caixão
a sete palmos de distância
a sete palmos da vida
a sete palmos
sem vida.
A Vida é Isso.
A vida é
redonda
chata
sem-graça
sem vida
sem nada.
Mas é vida
vida sem vida
sem nada
sem interesses
sem muita coisa
sem coisa boas
ou coisas ruins.
A vida é assim
ou então assado
assada
sem sal
sem pimenta
nem alho
nem açúcar
sem sabor
a vida.
A vida é isso
e aquilo outro
e aquele
é poesia muda
sem palavras
sem nada
sem vida!
redonda
chata
sem-graça
sem vida
sem nada.
Mas é vida
vida sem vida
sem nada
sem interesses
sem muita coisa
sem coisa boas
ou coisas ruins.
A vida é assim
ou então assado
assada
sem sal
sem pimenta
nem alho
nem açúcar
sem sabor
a vida.
A vida é isso
e aquilo outro
e aquele
é poesia muda
sem palavras
sem nada
sem vida!
domingo, 4 de abril de 2010
Apenas mais um dia
Mais um dia
de luta reluta
brigas e perseguições
comigo mesmo
com meu outro eu
somente.
Mais um dia
um dia inteiro
para rir chorar
sofrer ganhar
nada fazer
tudo fazer
para sei lá o que fazer.
Um dia inteiro
um dia comigo mesmo
mais um dia
como tantos outros
um dia imperfeito
apenas um dia
dia de relutância
dia de vida e morte.
Mais um dia
normal anormal
escuro claro
de trevas só
de loucuras
de transtornos
mais um dia
apenas.
Apenas mais um
entre tantos outros
entre tantos em mim
entre tantos dias.
de luta reluta
brigas e perseguições
comigo mesmo
com meu outro eu
somente.
Mais um dia
um dia inteiro
para rir chorar
sofrer ganhar
nada fazer
tudo fazer
para sei lá o que fazer.
Um dia inteiro
um dia comigo mesmo
mais um dia
como tantos outros
um dia imperfeito
apenas um dia
dia de relutância
dia de vida e morte.
Mais um dia
normal anormal
escuro claro
de trevas só
de loucuras
de transtornos
mais um dia
apenas.
Apenas mais um
entre tantos outros
entre tantos em mim
entre tantos dias.
sábado, 3 de abril de 2010
Mais um Morto
Mais um morto morreu
no meio da rua
morto pela vida
pela própria ignorância.
Mais um que morreu
entre os tantos que morrem
entre os tantos que
não escapam.
No meio da rua
povo parado assustado
mais um infeliz
no meio da rua
mais um morreu.
Apenas mais um
entre tantos outros
mais um morreu
no meio da rua
da rua do meio.
no meio da rua
morto pela vida
pela própria ignorância.
Mais um que morreu
entre os tantos que morrem
entre os tantos que
não escapam.
No meio da rua
povo parado assustado
mais um infeliz
no meio da rua
mais um morreu.
Apenas mais um
entre tantos outros
mais um morreu
no meio da rua
da rua do meio.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Palavra de Morto
E a última palavra de um morto
é aquela que não se pode dizer
é a palavra muda calada
palavra sem letra palavra
palavra sem lei sem ordem
sem palavras para expressar.
A última palavra de um morto
é indiscutívelmente difícil
é palavra sem cor
é palavra sem vida
é palavra morta.
É palavra indiscutível
sem mesmo som
sem nada
a última palavra
de um morto.
é aquela que não se pode dizer
é a palavra muda calada
palavra sem letra palavra
palavra sem lei sem ordem
sem palavras para expressar.
A última palavra de um morto
é indiscutívelmente difícil
é palavra sem cor
é palavra sem vida
é palavra morta.
É palavra indiscutível
sem mesmo som
sem nada
a última palavra
de um morto.
E a noite vem
com sua lua
amarela de cor
de sem vida
estrelas brilhantes
jóias do céu
perto de nós
longe de todos
céu.
A noite cai escorrega
e vem rolando pela noite
a noite sonífera
noite bela
boa noite
apenas a noite.
Lobos uivam
e querem comer
famintos
corujas a passear
ventos soprantes
vida morta.
Mas logo volta
a vida de manhã
mas a noite morre.
Flores cerradas
dorminhocas
noite fria
noite.
Noite apenas
noite
uma boa noite
como sempre.
com sua lua
amarela de cor
de sem vida
estrelas brilhantes
jóias do céu
perto de nós
longe de todos
céu.
A noite cai escorrega
e vem rolando pela noite
a noite sonífera
noite bela
boa noite
apenas a noite.
Lobos uivam
e querem comer
famintos
corujas a passear
ventos soprantes
vida morta.
Mas logo volta
a vida de manhã
mas a noite morre.
Flores cerradas
dorminhocas
noite fria
noite.
Noite apenas
noite
uma boa noite
como sempre.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Noite
Praça noite escura
obscura
triste cantoria
na noite de lua.
Sons instrumentáres
músicas vida correndo
noite longa pela noite
danças giros mágicas
noite correndo triste
tristeza mal acabada.
Alegrias giratórias
vida ao som de vida
música aos gritos
berros diletantes
detalhes uníssonos
sonoridades diferentes
coisas assim sem cor
na praça escuridão
obscuração.
Detalhes musicais
na pura escuridão
obscuro
sons na praça
noite.
obscura
triste cantoria
na noite de lua.
Sons instrumentáres
músicas vida correndo
noite longa pela noite
danças giros mágicas
noite correndo triste
tristeza mal acabada.
Alegrias giratórias
vida ao som de vida
música aos gritos
berros diletantes
detalhes uníssonos
sonoridades diferentes
coisas assim sem cor
na praça escuridão
obscuração.
Detalhes musicais
na pura escuridão
obscuro
sons na praça
noite.
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