Vejo pelo meu voar
as pontudas setas das igrejas
a cruz santa de Jesus
a imagem derradeira da cidade.
Vejo tantos pecadores profanos
assim como eu fui ou talvez sou
num baile citadino pelas ruas
com um caixão marron
(quantas vezes disse que queria branco?)
indo em procissão com o meu corpo
inerte e fedorento
imóvel e impossibilitado de correr
indo para o negro buraco
das últimas lembranças.
Vejo as luzes da cidade
vejo os meus pecados ordinários
vejo que sou a podridão em pessoa
o nojo que tanto tenho medo
algo que até o inferno tem pavor.
Sinto-me angustiado
me perguntando sempre
-O que vai ser de mim?
Me tremo de medo
gela-me o corpo todo
o frio é intenso
pois vejo que não tenho salvação.
Vejo que me vou
para o além
sem salvação talvez
sem misericórdia
sem sequer uma vida
voando pelo além.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Morrer
Morrer para poder sentir
a furtiva lágrima de todos
sentir os devaneios da vida
para ver os erros cometidos.
Morrer apenas para sofrer
ver o que vem depois
se é que existe o depois
se é que existe o amanhã
ou o depois.
Apenas morrer
para poder experimentar
a pura dor da morte
a pura dor da própria dor
o sofrer dos condenados
o castigo cruel dos pecadores
o meio termo do céu e inferno.
Apenas para poder depois viver
o que não se pode viver vivo
e se tem poucas chances de viver morto
morrer para se sentir miserável
inacabável, infeliz, vagabundo
dejetos do próprio mundo.
Apenas morrer para depois viver
apenas para saber a hora certa
do fim e do começo
do último suspiro da noite
do último correr do sangue
do último correr da vida.
a furtiva lágrima de todos
sentir os devaneios da vida
para ver os erros cometidos.
Morrer apenas para sofrer
ver o que vem depois
se é que existe o depois
se é que existe o amanhã
ou o depois.
Apenas morrer
para poder experimentar
a pura dor da morte
a pura dor da própria dor
o sofrer dos condenados
o castigo cruel dos pecadores
o meio termo do céu e inferno.
Apenas para poder depois viver
o que não se pode viver vivo
e se tem poucas chances de viver morto
morrer para se sentir miserável
inacabável, infeliz, vagabundo
dejetos do próprio mundo.
Apenas morrer para depois viver
apenas para saber a hora certa
do fim e do começo
do último suspiro da noite
do último correr do sangue
do último correr da vida.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pássaro Urbano
Pássaro rueiro
livre para voar
urbano para viver
sobreviver.
Pássaro urbano
de rua vira-alpiste
sem-vergonha
sem-pudor
sem nada a temer.
Pássaro pedinte
pedindo alpiste
alpino
albino
numa fome
de pássaro de rua.
Pássaro caseiro
rueiro como ele só
sem medo de nada
perdigueiro
um pássaro
voador.
livre para voar
urbano para viver
sobreviver.
Pássaro urbano
de rua vira-alpiste
sem-vergonha
sem-pudor
sem nada a temer.
Pássaro pedinte
pedindo alpiste
alpino
albino
numa fome
de pássaro de rua.
Pássaro caseiro
rueiro como ele só
sem medo de nada
perdigueiro
um pássaro
voador.
Nosso Amor
Suave a música que toca
quando nós nos vemos
num desejo louco de se amar
num desejo de despertar.
Sinto-me anestesiado
quando te vejo branca
num olhar de doçura
num jeito de criança
num olhar entregador
amor.
Sinto-me assim sem jeito
como prédio a desabar
como rio que seca rápido
música boa ao longe
sinto-me assim mesmo.
Bossa-nova o nosso amor
num jeito tão infantil
de olhos grudados
como dois apaixonados
que somos mesmo.
E na loucura de nosso amor
vivemos e vivamos bem
assim sempre
assim seja.
quando nós nos vemos
num desejo louco de se amar
num desejo de despertar.
Sinto-me anestesiado
quando te vejo branca
num olhar de doçura
num jeito de criança
num olhar entregador
amor.
Sinto-me assim sem jeito
como prédio a desabar
como rio que seca rápido
música boa ao longe
sinto-me assim mesmo.
Bossa-nova o nosso amor
num jeito tão infantil
de olhos grudados
como dois apaixonados
que somos mesmo.
E na loucura de nosso amor
vivemos e vivamos bem
assim sempre
assim seja.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Poética
E na literária genese de meu ser
faço perguntas poéticas a mim mesmo
num surto concretista de loucura.
Sinto-me as vezes parnasiano
por outras tão futurista
quanto Marinetti foi em sua época
as vezes penso até mesmo
ser um poeta morto
satírico ou nem poeta as vezes.
E na bruta ardência dadaísta
sinto-me levado pelo natural
e pelo falso realista que sou eu
onde nem mesmo o simbolismo
pode assim me deter.
Impressionismo ou não
me sinto cada vez mais expressionista
meio até inseguro com meus segredos
assim tão expostos ao público.
Me sinto um marginal sem amor
sem sequer uma felicidade
prosador e contador de histórias
muitas vezes falsas
muitas vezes verdadeiras.
Um surrealista no meio tradicional
um nada pop art no meio de tantos
algo sem explicação certa e lógica
algo non-sense e sem noção
enfim algo mesmo inexplicável
para todo o resto da vida.
faço perguntas poéticas a mim mesmo
num surto concretista de loucura.
Sinto-me as vezes parnasiano
por outras tão futurista
quanto Marinetti foi em sua época
as vezes penso até mesmo
ser um poeta morto
satírico ou nem poeta as vezes.
E na bruta ardência dadaísta
sinto-me levado pelo natural
e pelo falso realista que sou eu
onde nem mesmo o simbolismo
pode assim me deter.
Impressionismo ou não
me sinto cada vez mais expressionista
meio até inseguro com meus segredos
assim tão expostos ao público.
Me sinto um marginal sem amor
sem sequer uma felicidade
prosador e contador de histórias
muitas vezes falsas
muitas vezes verdadeiras.
Um surrealista no meio tradicional
um nada pop art no meio de tantos
algo sem explicação certa e lógica
algo non-sense e sem noção
enfim algo mesmo inexplicável
para todo o resto da vida.
sábado, 26 de junho de 2010
Seu Corpo
E no doce ardor de seu corpo quente
sinto o êxtase de meu corpo frio
num sentimento puro e pecador
carnal que arranca meu ser.
Meu corpo no meu tão colado
num abraço terno e prolongado
de vida após a própria vida
êxtase para o meu ego morto
êxtase para você também.
Sinto aos poucos meu frio dissipar
sinto que eu vou vivendo
mesmo meu eu assim morrendo
sinto que sou forte
mesmo para a morte
cruel levadora dos sonhadores.
Sinto que sou tão forte
junto de você assim
sem explicação para mim mesmo
apenas sinto que a morte posso vencer
sinto que posso até mesmo ser eterno
e sinto que não terei mais fim.
Enfim sinto que longe de você
não consigo e nem posso viver
pois assim mesmo eu posso morrer
e arder dentro de um caixão
e posso a sete palmos ir
posso ir ao desconhecido
num passo de morte mesmo.
sinto o êxtase de meu corpo frio
num sentimento puro e pecador
carnal que arranca meu ser.
Meu corpo no meu tão colado
num abraço terno e prolongado
de vida após a própria vida
êxtase para o meu ego morto
êxtase para você também.
Sinto aos poucos meu frio dissipar
sinto que eu vou vivendo
mesmo meu eu assim morrendo
sinto que sou forte
mesmo para a morte
cruel levadora dos sonhadores.
Sinto que sou tão forte
junto de você assim
sem explicação para mim mesmo
apenas sinto que a morte posso vencer
sinto que posso até mesmo ser eterno
e sinto que não terei mais fim.
Enfim sinto que longe de você
não consigo e nem posso viver
pois assim mesmo eu posso morrer
e arder dentro de um caixão
e posso a sete palmos ir
posso ir ao desconhecido
num passo de morte mesmo.
Perfume de Morte
E no furor de meus ossos abertos
sinto a chama viva da morte
algo reluzente me afaga os olhos
um brilho de fim do túnel.
Sinto realmente o frio ósseo
em meu corpo fino de pura pele
sinto o frio da doce morte
vindo diante de mim assim
subindo pelo meu corpo
indo até a êxtase de meu ser.
Enfim sinto o perfuma da morte
num revoar de vento forte
vindo em minha única direção
vindo apenas para mim.
sinto a chama viva da morte
algo reluzente me afaga os olhos
um brilho de fim do túnel.
Sinto realmente o frio ósseo
em meu corpo fino de pura pele
sinto o frio da doce morte
vindo diante de mim assim
subindo pelo meu corpo
indo até a êxtase de meu ser.
Enfim sinto o perfuma da morte
num revoar de vento forte
vindo em minha única direção
vindo apenas para mim.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ânsia da Morte
Sinto o frio do leito de morte
o medo tetricante do medo de morrer
sinto a falta imediata de vida
o que me falta no momento.
Palidez em excesso excessivo
olhos esbugalhados de susto contínuo
pele fria e sem nenhuma vida
e um gosto amargo de morte.
Sinto o morrer de minha vida
num instante rápido de pura dor
num instante rápido da morte violenta
num desejo puro de querer viver
numa ânsia da pura morte morrida
que não pode voltar a ser vida.
Vejo que não vejo mais
que parece que tudo negro ficou
numa mistura de dor e arrependimento
mistura de alegria e sofrimento.
Não ouço mais nem
o enterro de meu pobre caixão
num instante de puro sofrimento
por parte de tantos outros amigos
que se ficaram e não se foram comigo
a mim resta a ânsia da morte morrida
numa dor infinita e sem jeito
num arrependimento único e verdadeiro
de não conseguir mais viver.
o medo tetricante do medo de morrer
sinto a falta imediata de vida
o que me falta no momento.
Palidez em excesso excessivo
olhos esbugalhados de susto contínuo
pele fria e sem nenhuma vida
e um gosto amargo de morte.
Sinto o morrer de minha vida
num instante rápido de pura dor
num instante rápido da morte violenta
num desejo puro de querer viver
numa ânsia da pura morte morrida
que não pode voltar a ser vida.
Vejo que não vejo mais
que parece que tudo negro ficou
numa mistura de dor e arrependimento
mistura de alegria e sofrimento.
Não ouço mais nem
o enterro de meu pobre caixão
num instante de puro sofrimento
por parte de tantos outros amigos
que se ficaram e não se foram comigo
a mim resta a ânsia da morte morrida
numa dor infinita e sem jeito
num arrependimento único e verdadeiro
de não conseguir mais viver.
Meia-noite e Meia
Meia-noite e meia da noite
um zumbido de morte vem em mim
algo tetricante me vem ao encontro
no ritmo dos ponteiros do relógio
no ritmo da mordaça fatal.
Sinto um corpo frio em minha cama
sinto algo a me beijar no labor da noite
algo tão misterioso e cruel que me mata
algo tão frio e grotesco que desmaio.
A noite passa lenta como sempre
a vida passa parada em minha cama
com algo desconhecido em meu lado
com algo me abraçando sem parar
e esse algo não me abandona jamais.
E esse algo me abraça como
se estivesse insaciada
como se fosse aquilo amor
como se eu fosse o amor
aquele algo frio e tetricante.
Meia-noite e meia da noite
me acabo pela noite me desenrolando
tentando algo fazer com o algo que não me larga
na meia-noite e meia da noite.
um zumbido de morte vem em mim
algo tetricante me vem ao encontro
no ritmo dos ponteiros do relógio
no ritmo da mordaça fatal.
Sinto um corpo frio em minha cama
sinto algo a me beijar no labor da noite
algo tão misterioso e cruel que me mata
algo tão frio e grotesco que desmaio.
A noite passa lenta como sempre
a vida passa parada em minha cama
com algo desconhecido em meu lado
com algo me abraçando sem parar
e esse algo não me abandona jamais.
E esse algo me abraça como
se estivesse insaciada
como se fosse aquilo amor
como se eu fosse o amor
aquele algo frio e tetricante.
Meia-noite e meia da noite
me acabo pela noite me desenrolando
tentando algo fazer com o algo que não me larga
na meia-noite e meia da noite.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O Mortuário
Vivo o mortuário como instante de glória
vitória por uma luta não vencida
descanso pelo agito da vida real.
E a mortífera sina de um morto
é viver deitado
eternamente em berço esplêndido
convivendo com os que foram.
E a triste desilusão de um morto é
não poder viver os bons momentos
não poder andar por aí
não poder sair do seu próprio lugar
pois não há fuga esplêndida
pois não tem como fugir.
E a única esperança é esperar
para que algo aconteça
para que algo apodreça
para que eu me desfaleça de vez
para todo o sempre
e não volte nunca mais.
vitória por uma luta não vencida
descanso pelo agito da vida real.
E a mortífera sina de um morto
é viver deitado
eternamente em berço esplêndido
convivendo com os que foram.
E a triste desilusão de um morto é
não poder viver os bons momentos
não poder andar por aí
não poder sair do seu próprio lugar
pois não há fuga esplêndida
pois não tem como fugir.
E a única esperança é esperar
para que algo aconteça
para que algo apodreça
para que eu me desfaleça de vez
para todo o sempre
e não volte nunca mais.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Instante de Morte.
Ritmos cardíacos acelerados
boca seca e rachada
corpo totalmente tremulo
num único abraço
um abraço seu.
Sinto a febre de meu corpo
num desejo de te amar
antes mesmo de morrer.
Sinto forte o seu abraço
num instinto de me querer vivo
num instinto de me fazer viver
como se eu fosse um troféu
um brinquedo raro de estimação
seu urso de pelúcia tão amado.
Sinto fortes pontadas
num desejo louco de viver
num desejo louco de te amar
de te fazer muito feliz
sinto a morte vindo ao meu encontro.
Sinto o meu derradeiro fim chegando
sem mesmo poder te amar
sem mesmo ter a chance de te beijar
sinto que me vou sem reclamar
sinto que você chora a minha dor
e quer me fazer sobreviver.
Sinto que morri num instante
sinto-me longe de você
sinto-me morto e infeliz
sem realizar meu último desejo
sem sequer te fazer feliz.
boca seca e rachada
corpo totalmente tremulo
num único abraço
um abraço seu.
Sinto a febre de meu corpo
num desejo de te amar
antes mesmo de morrer.
Sinto forte o seu abraço
num instinto de me querer vivo
num instinto de me fazer viver
como se eu fosse um troféu
um brinquedo raro de estimação
seu urso de pelúcia tão amado.
Sinto fortes pontadas
num desejo louco de viver
num desejo louco de te amar
de te fazer muito feliz
sinto a morte vindo ao meu encontro.
Sinto o meu derradeiro fim chegando
sem mesmo poder te amar
sem mesmo ter a chance de te beijar
sinto que me vou sem reclamar
sinto que você chora a minha dor
e quer me fazer sobreviver.
Sinto que morri num instante
sinto-me longe de você
sinto-me morto e infeliz
sem realizar meu último desejo
sem sequer te fazer feliz.
Seu Doce Beijo de Veneno
Vejo num rápido instante
a verte de um doce veneno
em minha seca boca
num gesto tão quente
num gesto doce e amargo
de um beijo fatal.
Sinto a vertigem me subindo
e aos poucos me matando
num súbito desejo de gritar
sem poder a boca abrir.
Sinto o veneno viciante
em forma de sangue ardente
num gosto desprezível de amor
numa cadência diabólica infernal.
Sinto os últimos instante de vida
batendo loucamente em meu peito
sinto que até o relógio parou
no momento de minha morte.
Sinto o cruel veneno
adentrando pelo meu corpo
arrepiando-o ferozmente
me matando aos poucos.
Sinto o beijo doce amargo de você
num desejo louco de me matar
e eu num desejo louco de fugir
tentando me salvar desse veneno.
Sinto meus últimos segundos
morrerem por terra
sinto que vou para nunca mais voltar
sinto que simplesmente morri
num desejo louco de viver
num desejo louco de te amar.
Fui morto pelo beijo cruel
pelo amor mortífero
pelo veneno infernal.
a verte de um doce veneno
em minha seca boca
num gesto tão quente
num gesto doce e amargo
de um beijo fatal.
Sinto a vertigem me subindo
e aos poucos me matando
num súbito desejo de gritar
sem poder a boca abrir.
Sinto o veneno viciante
em forma de sangue ardente
num gosto desprezível de amor
numa cadência diabólica infernal.
Sinto os últimos instante de vida
batendo loucamente em meu peito
sinto que até o relógio parou
no momento de minha morte.
Sinto o cruel veneno
adentrando pelo meu corpo
arrepiando-o ferozmente
me matando aos poucos.
Sinto o beijo doce amargo de você
num desejo louco de me matar
e eu num desejo louco de fugir
tentando me salvar desse veneno.
Sinto meus últimos segundos
morrerem por terra
sinto que vou para nunca mais voltar
sinto que simplesmente morri
num desejo louco de viver
num desejo louco de te amar.
Fui morto pelo beijo cruel
pelo amor mortífero
pelo veneno infernal.
Meus Erros
Sigo em frente pois não posso voltar
não posso meus erros arrumar
não posso minha vida consertar.
Sigo em frente por não ter aonde ir
sigo meu rumo sem rumo ter
vou em frente toda a vida
sem saber sobre minha própria vida.
E sigo em frente sem medo de errar
pois o tanto que eu já errei
não há erro que me faça voltar.
Sigo o meu próprio erro
pois assim me dou bem
e vivo assim bem
e continuo vivendo.
E sigo em frente atrás de meu erro
e quem quiser me seguir
que façam seus erros sem medo
que sigam seus erros e vivam
e vivam errando por aí felizes de errar
como eu mesmo sou feliz assim.
não posso meus erros arrumar
não posso minha vida consertar.
Sigo em frente por não ter aonde ir
sigo meu rumo sem rumo ter
vou em frente toda a vida
sem saber sobre minha própria vida.
E sigo em frente sem medo de errar
pois o tanto que eu já errei
não há erro que me faça voltar.
Sigo o meu próprio erro
pois assim me dou bem
e vivo assim bem
e continuo vivendo.
E sigo em frente atrás de meu erro
e quem quiser me seguir
que façam seus erros sem medo
que sigam seus erros e vivam
e vivam errando por aí felizes de errar
como eu mesmo sou feliz assim.
Um Café Pão com Manteiga
Um café pão com manteiga
desilusões amorosas
dores provindas de dentro
lágrimas pingadas na xícara.
Um café pão com manteiga
lembranças mortíferas
pingos chorados no café
uma vontade de morrer.
Um café pão com manteiga
a tristeza sentou ao meu lado
me faz a triste companhia
me faz chorar ainda mais.
Um café pão com manteiga
saudades de uma tal pessoa
lembranças e dores
que não passam jamais.
Café pão com manteiga
vou chorando numa mesa de bar
sem saber direito sofrer e chorar
sem saber minhas mágoas afogar.
desilusões amorosas
dores provindas de dentro
lágrimas pingadas na xícara.
Um café pão com manteiga
lembranças mortíferas
pingos chorados no café
uma vontade de morrer.
Um café pão com manteiga
a tristeza sentou ao meu lado
me faz a triste companhia
me faz chorar ainda mais.
Um café pão com manteiga
saudades de uma tal pessoa
lembranças e dores
que não passam jamais.
Café pão com manteiga
vou chorando numa mesa de bar
sem saber direito sofrer e chorar
sem saber minhas mágoas afogar.
domingo, 20 de junho de 2010
Vá Morto
Vá morto da última hora
em seu célebre caixão preto
rodar a cidade inteira.
A sina de morto só
é vagar pela morte a fria cidade
sem sequer alguém encontrar
sem ninguém para falar.
Vá morto da última tristeza
gritar enfim seu sofrimento
toda a sua dor
grite alto para todos ouvirem
seus gemidos calados mortíferos.
Chore em morte o que não pôde
ser chorado em vida
reclame, esbraveje, xingue
quem te xingou e te humilhou em vida.
Faça o que bem entender
fume, beba, dance e berre
seja o louco que você não foi
seja feliz como você não foi
seja agora você mesmo sem disfarces
sem nenhum drama do pecado.
Perca todo o tempo do mundo
pois o tempo do mundo é eterno
ame que você nunca amou
mate quem você nunca matou
faça o que quiser
mas nunca mais tente viver
sobreviver.
em seu célebre caixão preto
rodar a cidade inteira.
A sina de morto só
é vagar pela morte a fria cidade
sem sequer alguém encontrar
sem ninguém para falar.
Vá morto da última tristeza
gritar enfim seu sofrimento
toda a sua dor
grite alto para todos ouvirem
seus gemidos calados mortíferos.
Chore em morte o que não pôde
ser chorado em vida
reclame, esbraveje, xingue
quem te xingou e te humilhou em vida.
Faça o que bem entender
fume, beba, dance e berre
seja o louco que você não foi
seja feliz como você não foi
seja agora você mesmo sem disfarces
sem nenhum drama do pecado.
Perca todo o tempo do mundo
pois o tempo do mundo é eterno
ame que você nunca amou
mate quem você nunca matou
faça o que quiser
mas nunca mais tente viver
sobreviver.
sábado, 19 de junho de 2010
Confusão
Bebo e escrevo
a triste história de minha vida
cercada de nuvens negras
de falsas paixões
verdadeiras desilusões
conflitos diversos
uma história não merecida.
Bebo e escrevo
coisas sem nexo
sem sentido algum
algo além de mim
além de nós.
Me perco nas entrelinhas da escrita
perco a noção de espaço-tempo
a noção de mim mesmo
a noção dos outros.
Vou me perdendo dentro de mim
me remoendo aos poucos
morrendo em pedaços.
Eu vou a certas altas horas
confuso
efeito...
efeito da vida.
a triste história de minha vida
cercada de nuvens negras
de falsas paixões
verdadeiras desilusões
conflitos diversos
uma história não merecida.
Bebo e escrevo
coisas sem nexo
sem sentido algum
algo além de mim
além de nós.
Me perco nas entrelinhas da escrita
perco a noção de espaço-tempo
a noção de mim mesmo
a noção dos outros.
Vou me perdendo dentro de mim
me remoendo aos poucos
morrendo em pedaços.
Eu vou a certas altas horas
confuso
efeito...
efeito da vida.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Horas Cheias
Horas ocupadas enlatadas enchidas
de coisas inúteis para fazer
de tantas bobeiras e obrigações
da rotina entediante da vida
num circulo circular que sempre circula
num mundo de falsas impressões.
Horas passas corridas morridas
de coisas sem nexo para a vida
apenas obrigações de sobrevivência
apenas chatices diárias
coisas inúteis como já disse.
Quem me dera viver a vida
como tantos que vivem e vivem
e não se arrependem.
E a horas devagar passam
num tédio de vida vivendo parada
num mundo que nunca gira
mas que nunca pára
desiste.
E as horas passam lentamente
e lentamente vou morrendo
de tédio e desgosto
mas...
que horas são mesmo?
de coisas inúteis para fazer
de tantas bobeiras e obrigações
da rotina entediante da vida
num circulo circular que sempre circula
num mundo de falsas impressões.
Horas passas corridas morridas
de coisas sem nexo para a vida
apenas obrigações de sobrevivência
apenas chatices diárias
coisas inúteis como já disse.
Quem me dera viver a vida
como tantos que vivem e vivem
e não se arrependem.
E a horas devagar passam
num tédio de vida vivendo parada
num mundo que nunca gira
mas que nunca pára
desiste.
E as horas passam lentamente
e lentamente vou morrendo
de tédio e desgosto
mas...
que horas são mesmo?
Dentro do Caixão
Posto que vejo estar dentro de um caixão
e em minha frente vejo apenas a forração
creme de bom tecido, artigo de luxo.
Penso: tanto gasto para alguém morto
mesmo estando eu vivo e enterrado
mesmo sendo eu um miserável da vida
sem merecer sobreviver um segundo
sem merecer a própria vida que tive.
Vejo que estou enterrado
trancado dentro de um caixão
preso pelo meu próprio castigo
condenado a viver aqui até morrer
num castigo imposto por mim mesmo.
Vejo que condenado estou
mesmo assim mereci um tecido de luxo
recebi este tecido no caixão
cor creme com desenhos de brasões repetidos
num estilo sóbrio próprio de caixão.
e em minha frente vejo apenas a forração
creme de bom tecido, artigo de luxo.
Penso: tanto gasto para alguém morto
mesmo estando eu vivo e enterrado
mesmo sendo eu um miserável da vida
sem merecer sobreviver um segundo
sem merecer a própria vida que tive.
Vejo que estou enterrado
trancado dentro de um caixão
preso pelo meu próprio castigo
condenado a viver aqui até morrer
num castigo imposto por mim mesmo.
Vejo que condenado estou
mesmo assim mereci um tecido de luxo
recebi este tecido no caixão
cor creme com desenhos de brasões repetidos
num estilo sóbrio próprio de caixão.
Chacina
Vejo sangue pelas ruas
mortes ocorreram aqui
corpos e carnes podres
trabalho para o coveiro.
Vejo sobreviventes morrendo
num sofrimento ímpar da morte
numa dor que só eles sentem.
Vejo sangue escorrendo
para as bocas-de-lobo
num trajeto nojento
podre
sofrido.
Vejo sangue por todos os lados
uma chacina sem igual
mortes por todas as vias
vidas morrendo em crueís jeitos
pessoas em carnes vivas
em mortes certas.
mortes ocorreram aqui
corpos e carnes podres
trabalho para o coveiro.
Vejo sobreviventes morrendo
num sofrimento ímpar da morte
numa dor que só eles sentem.
Vejo sangue escorrendo
para as bocas-de-lobo
num trajeto nojento
podre
sofrido.
Vejo sangue por todos os lados
uma chacina sem igual
mortes por todas as vias
vidas morrendo em crueís jeitos
pessoas em carnes vivas
em mortes certas.
Inexplicável
Vejo a vida
em traduções ilegíveis
num emaranhado de letras
numa explicação cientifica de tudo.
Pois a ciência explica tudo
menos a mim mesmo
menos aos meus eus subsequentes
pois nenhuma ciência por incrível que seja
me explica detalhadamente.
Não são genes neurônios células vidas passadas
que irão provar algo sobre mim mesmo
nem sequer conseguirão provar algo
nem sequer irão saber o que sou de verdade.
Pois não é a dita ciência dos médicos e doutores
ou religiosos diversos que irá me explicar
que irá me ensinar.
Pois nada pode me explicar
nem mesmo os mais sábios da vida
nem mesmo os melhores cientistas do mundo
pois sou inexplicável.
em traduções ilegíveis
num emaranhado de letras
numa explicação cientifica de tudo.
Pois a ciência explica tudo
menos a mim mesmo
menos aos meus eus subsequentes
pois nenhuma ciência por incrível que seja
me explica detalhadamente.
Não são genes neurônios células vidas passadas
que irão provar algo sobre mim mesmo
nem sequer conseguirão provar algo
nem sequer irão saber o que sou de verdade.
Pois não é a dita ciência dos médicos e doutores
ou religiosos diversos que irá me explicar
que irá me ensinar.
Pois nada pode me explicar
nem mesmo os mais sábios da vida
nem mesmo os melhores cientistas do mundo
pois sou inexplicável.
Poesia do Escuro
Vou andando pela escura rua
maldita iluminação pública
que nem luz me trás.
Vou seguindo pela noite escura
esquecendo a vida
os problemas
as desilusões
tristezas pendentes.
E sigo pela maldita escuridão
sem lâmpadas para iluminar o mundo
sem luzes suficientes para ver
enxergar a minha frente
ver o que vem de encontro a mim.
Sigo em frente
indo pelo escuro sem nada ver
sem saber para onde estou indo.
maldita iluminação pública
que nem luz me trás.
Vou seguindo pela noite escura
esquecendo a vida
os problemas
as desilusões
tristezas pendentes.
E sigo pela maldita escuridão
sem lâmpadas para iluminar o mundo
sem luzes suficientes para ver
enxergar a minha frente
ver o que vem de encontro a mim.
Sigo em frente
indo pelo escuro sem nada ver
sem saber para onde estou indo.
Um Caminho
E vejo que sigo para o fundo
sem nem mesmo saber para onde exatamente
sigo para cada vez mais fundo
vendo que não escapo nem volto
vendo que corro perigo eminente
sem sequer poder escapar.
E sigo para o bem fundo da vida
numa viagem sem volta
sem escala
sem chances de escapar
sem chances de viver.
E sigo nessa viagem escura
nesse caminho de fim desconhecido
sem rumo certo e sem curvas para entrar
num reto que não sei onde dará.
Mas sigo por falta de opção
por falta de chances
por falta de tudo.
E vou até o fim dessa estrada
se é que tem fim
se é que eu não vá antes.
sem nem mesmo saber para onde exatamente
sigo para cada vez mais fundo
vendo que não escapo nem volto
vendo que corro perigo eminente
sem sequer poder escapar.
E sigo para o bem fundo da vida
numa viagem sem volta
sem escala
sem chances de escapar
sem chances de viver.
E sigo nessa viagem escura
nesse caminho de fim desconhecido
sem rumo certo e sem curvas para entrar
num reto que não sei onde dará.
Mas sigo por falta de opção
por falta de chances
por falta de tudo.
E vou até o fim dessa estrada
se é que tem fim
se é que eu não vá antes.
A Coveira
Vejo a iluminada luz de seus olhos
enumerando números e cadáveres
desenterrando ossos e pelos
madeiras e caixões
pondo em urna cadáveres desmontados.
Vejo a hedionda beleza de seu rosto
e um sorriso sarcástico de morte
que me atrai lentamente no teu veneno
e me deixa no belo leito de morte
num resplandecente olhar de mumificação.
Tento fugir desta morte certeira
tento correr para não sofrer deste mal
o que é impossível e inegável
algo que eu mesmo não posso fugir.
O que fazer para te amar sem morrer?
desejo duas coisas impossíveis
de se concretizar ao mesmo tempo
vejo a morte e o amor juntos
pois só morrendo vejo que amo
pois só amando percebo que morro.
E vou caindo em seu túmulo armadilha
puxado pelo perfume de flores de velório
sendo atraído aos poucos pela morte amorosa
sendo trazido para seus braços de amores mortos
sem mesmo ter chances de escapar
de sobreviver.
enumerando números e cadáveres
desenterrando ossos e pelos
madeiras e caixões
pondo em urna cadáveres desmontados.
Vejo a hedionda beleza de seu rosto
e um sorriso sarcástico de morte
que me atrai lentamente no teu veneno
e me deixa no belo leito de morte
num resplandecente olhar de mumificação.
Tento fugir desta morte certeira
tento correr para não sofrer deste mal
o que é impossível e inegável
algo que eu mesmo não posso fugir.
O que fazer para te amar sem morrer?
desejo duas coisas impossíveis
de se concretizar ao mesmo tempo
vejo a morte e o amor juntos
pois só morrendo vejo que amo
pois só amando percebo que morro.
E vou caindo em seu túmulo armadilha
puxado pelo perfume de flores de velório
sendo atraído aos poucos pela morte amorosa
sendo trazido para seus braços de amores mortos
sem mesmo ter chances de escapar
de sobreviver.
Sacrifício Pelo Descanso
E amanhã me sacrificarei
para nada fazer amanhã
para descansar
para dormir relaxar esquecer.
Brigarei por isso
pagarei por isso
sofrerei por isso
matarei por isso.
Por um dia somente
de puro descanso
pela morte momentânea
pela vida encima da cama.
Eu até me enforcarei se preciso for
matarei qualquer um
qualquer coisa
por um amanhã melhor que hoje
pela morte rápida
pelo sonho não sonhado.
Mas amanhã eu dormirei
nem que seja preciso estraçalhar
nem que seja preciso morrer.
para nada fazer amanhã
para descansar
para dormir relaxar esquecer.
Brigarei por isso
pagarei por isso
sofrerei por isso
matarei por isso.
Por um dia somente
de puro descanso
pela morte momentânea
pela vida encima da cama.
Eu até me enforcarei se preciso for
matarei qualquer um
qualquer coisa
por um amanhã melhor que hoje
pela morte rápida
pelo sonho não sonhado.
Mas amanhã eu dormirei
nem que seja preciso estraçalhar
nem que seja preciso morrer.
As vezes rio de mim mesmo
por sozinho estra chorando
numa desavença comigo mesmo
numa briga entre maiorais inseparáveis.
Vejo o absurdo que se tornou
minha louca vida de poeta
uma confusão sem pretendentes
uma loucura sem ter fim.
É como sempre dizem
todo poeta é louco
e vice-versa
pois sou louco também
nesta vida de loucos escondidos.
Pois sou louco e não nego
não negarei
não vou negar
e que provem o contrário
se quiserem.
por sozinho estra chorando
numa desavença comigo mesmo
numa briga entre maiorais inseparáveis.
Vejo o absurdo que se tornou
minha louca vida de poeta
uma confusão sem pretendentes
uma loucura sem ter fim.
É como sempre dizem
todo poeta é louco
e vice-versa
pois sou louco também
nesta vida de loucos escondidos.
Pois sou louco e não nego
não negarei
não vou negar
e que provem o contrário
se quiserem.
Noite Mortífera
E a noite gelada
vem ao encontro dos desalmados
a lua pela metade corta a vida
esmigalha o coração.
E a noite chega mansa mortífera
fatal para os sem-amor
sem dó nem piedade
sem amor sem coração
matando a todos
matando a mim mesmo.
E a noite vem
mas não vejo mais nada
pois eu já morri
pela noite afora.
vem ao encontro dos desalmados
a lua pela metade corta a vida
esmigalha o coração.
E a noite chega mansa mortífera
fatal para os sem-amor
sem dó nem piedade
sem amor sem coração
matando a todos
matando a mim mesmo.
E a noite vem
mas não vejo mais nada
pois eu já morri
pela noite afora.
terça-feira, 15 de junho de 2010
O Sorriso da Lua
E a lua está sorrindo
um sorriso amarelado
rindo da palhaçada
que eu mesmo sou.
E ela ri alto
como se quisesse que ouçam
como se quisesse me entregar.
E ela ri de mim mesmo
da palhaçada que sou eu
da tristeza do palhaço
da raiva de um desconhecido.
E ela ri sem nenhum pudor
de um pobre sofredor
que sou eu
e ri sem parar
até eu me vingar.
Mas se eu me vingar...
um sorriso amarelado
rindo da palhaçada
que eu mesmo sou.
E ela ri alto
como se quisesse que ouçam
como se quisesse me entregar.
E ela ri de mim mesmo
da palhaçada que sou eu
da tristeza do palhaço
da raiva de um desconhecido.
E ela ri sem nenhum pudor
de um pobre sofredor
que sou eu
e ri sem parar
até eu me vingar.
Mas se eu me vingar...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Silêcio!
Silêncio!
Quero dormir
o sono desejado dos amantes
sonhar os sonhos nunca vistos
silenciar meu pobre coração.
Dormir o sono mais profundo
de alguém cansado da luta
ou de alguém morto pela rotina.
Sonhar
os sonhos mais pecaminosos
e ao mesmo tempo tão deliciosos
pecadores profanos sagrados.
Morrer por instantes noturnos
e nada mais ver diante de meus olhos
do que a acolhedora escuridão.
Deitar e simplesmente morrer
a morte mais desejada e confortável
mesmo que esse momento de morte
seja apenas por alguns instantes.
Quero dormir
o sono desejado dos amantes
sonhar os sonhos nunca vistos
silenciar meu pobre coração.
Dormir o sono mais profundo
de alguém cansado da luta
ou de alguém morto pela rotina.
Sonhar
os sonhos mais pecaminosos
e ao mesmo tempo tão deliciosos
pecadores profanos sagrados.
Morrer por instantes noturnos
e nada mais ver diante de meus olhos
do que a acolhedora escuridão.
Deitar e simplesmente morrer
a morte mais desejada e confortável
mesmo que esse momento de morte
seja apenas por alguns instantes.
Vida Assim
Vivo tão sozinho
num turbilhão de pensamentos
sonhos irreais em minhas mentes
amores imaginários sem amor.
Deve ser o fim do início
deve ser o início do fim
de algo que nem início teve
e que nem fim terá.
Melancólicas lágrimas choradas
endereçadas para alguém que
também chora por mim
que talvez sofra como eu
ou que até já me esqueceu.
Deve ser o fim de um início
deve ser o início do fim
uma canção fúnebre
algo próximo da morte.
num turbilhão de pensamentos
sonhos irreais em minhas mentes
amores imaginários sem amor.
Deve ser o fim do início
deve ser o início do fim
de algo que nem início teve
e que nem fim terá.
Melancólicas lágrimas choradas
endereçadas para alguém que
também chora por mim
que talvez sofra como eu
ou que até já me esqueceu.
Deve ser o fim de um início
deve ser o início do fim
uma canção fúnebre
algo próximo da morte.
Devo Esquecer o Amor
Devo esquecer o amor
pois tanto amor
também machuca.
Devo fugir do sentimento
fugir de mim mesmo
fugir de todos.
Tantos falsos amores
que vivi como verdadeiros fossem
sonhos destruídos
amores acabados pela dor.
Devo esquecer que amei
devo esquecer o que é amar
devo esquecer o que é amor.
pois tanto amor
também machuca.
Devo fugir do sentimento
fugir de mim mesmo
fugir de todos.
Tantos falsos amores
que vivi como verdadeiros fossem
sonhos destruídos
amores acabados pela dor.
Devo esquecer que amei
devo esquecer o que é amar
devo esquecer o que é amor.
sábado, 12 de junho de 2010
Razão de Poeta
Ai de me chamar
como todos os poetas
a que me chamam sempre
de poeta errôneo
que vive porque vive apenas
com sonho com dor.
Ai de me chamar de louco
varrido debaixo do tapete
como sujeira insignificante
como algo sem importância.
Ai de me chamar
de bêbado
como seu eu mesmo fosse
mas que ninguém sabe que sou.
Ai de me chamar até mesmo
de falso amante
coração de ferro
muquirana amoroso.
Mas ai de me chamar de certo
por incrível que pareça
mesmo sendo louco varrido
vagabundo
errante do mundo
expulso do sétimo céu
pois tenho a razão
razão esta nem certa nem errada
apenas tenho a razão
razão de poeta
e você tem que aceitar
ou não.
como todos os poetas
a que me chamam sempre
de poeta errôneo
que vive porque vive apenas
com sonho com dor.
Ai de me chamar de louco
varrido debaixo do tapete
como sujeira insignificante
como algo sem importância.
Ai de me chamar
de bêbado
como seu eu mesmo fosse
mas que ninguém sabe que sou.
Ai de me chamar até mesmo
de falso amante
coração de ferro
muquirana amoroso.
Mas ai de me chamar de certo
por incrível que pareça
mesmo sendo louco varrido
vagabundo
errante do mundo
expulso do sétimo céu
pois tenho a razão
razão esta nem certa nem errada
apenas tenho a razão
razão de poeta
e você tem que aceitar
ou não.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Veja o Mar
Veja o triste mar chorando
abraçando o primeiro que nele entra
solitário pois é tão grande
sente o desejo enorme de amar.
Veja o mar de lágrimas chorosas
súplicas de alguém a chorar
o mar grande e verdadeiro
deseja somente alguém amar.
Veja o mar sorridente
a todos vem cumprimentar
com o doce desejo de amar
alguém que tenha amor prá dar.
abraçando o primeiro que nele entra
solitário pois é tão grande
sente o desejo enorme de amar.
Veja o mar de lágrimas chorosas
súplicas de alguém a chorar
o mar grande e verdadeiro
deseja somente alguém amar.
Veja o mar sorridente
a todos vem cumprimentar
com o doce desejo de amar
alguém que tenha amor prá dar.
O Desconhecido
Pois para quem eu escrevo
é desconhecido completo
pois eu mesmo não conheço
e dedico esta poesia.
Pois quem eu não conheço
sofre como eu sofro sempre
chora o mesmo pranto meu
conhece as dores como só eu sei
sabe amar sofridamente como eu.
Pois eu escrevo para o desconhecido
escrevo para alguém sem saber quem
sem nem querer saber mesmo
sem nem sequer me preocupar.
Pois sei que para quem eu escrevo
chora como eu neste momento
e escreve como eu neste momento
e faz poesia de dor neste momento
como eu faço agora também
e esse alguém talvez seja eu também.
é desconhecido completo
pois eu mesmo não conheço
e dedico esta poesia.
Pois quem eu não conheço
sofre como eu sofro sempre
chora o mesmo pranto meu
conhece as dores como só eu sei
sabe amar sofridamente como eu.
Pois eu escrevo para o desconhecido
escrevo para alguém sem saber quem
sem nem querer saber mesmo
sem nem sequer me preocupar.
Pois sei que para quem eu escrevo
chora como eu neste momento
e escreve como eu neste momento
e faz poesia de dor neste momento
como eu faço agora também
e esse alguém talvez seja eu também.
Falso Pássaro
Eu não posso voar
sou pássaro sem asas
de corpo frágil
de mente grande.
Não posso voar
viajar para todos os lugares
migrar para o quente
me libertar.
Pois não tenho asas
pois não sei voar
pois nunca me ensinaram
pois nunca voei.
Eu não posso voar
apenas imaginar o céu
azul tocando em mim
nuvens de algodão
pássaros a voar.
Pois eu não sei voar
pois não tenho asas
pois nem pássaro eu sou.
sou pássaro sem asas
de corpo frágil
de mente grande.
Não posso voar
viajar para todos os lugares
migrar para o quente
me libertar.
Pois não tenho asas
pois não sei voar
pois nunca me ensinaram
pois nunca voei.
Eu não posso voar
apenas imaginar o céu
azul tocando em mim
nuvens de algodão
pássaros a voar.
Pois eu não sei voar
pois não tenho asas
pois nem pássaro eu sou.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Apenas Traços
Traços
retraços
e atrasos
uma vida pede licença
uma morte pede passagem.
Traços mal feitos de
uma vida bem vivida
obra de arte de
uma morte esquecida
de um Van Gogh
da morte da vida
da alma e do corpo
do mundo e ex-mundo.
E nesta obra
sou apenas mais um
no Guerníca da vida berrante
da coisa eterna sem nome.
E quem dirá dirá realmente
dará o preço de tal obra
e jogará no lixo
ou pendurará na parede
como bela obra de arte.
retraços
e atrasos
uma vida pede licença
uma morte pede passagem.
Traços mal feitos de
uma vida bem vivida
obra de arte de
uma morte esquecida
de um Van Gogh
da morte da vida
da alma e do corpo
do mundo e ex-mundo.
E nesta obra
sou apenas mais um
no Guerníca da vida berrante
da coisa eterna sem nome.
E quem dirá dirá realmente
dará o preço de tal obra
e jogará no lixo
ou pendurará na parede
como bela obra de arte.
Por Culpa da Realidade
Quero apenas te olhar sonhadamente
enquanto a dura realidade não chega
te adorar, deliciar, desejar, amar
até a realidade enfim chegar.
Não quero mais nada
além de desejar você
e querer que a realidade não venha
que se esqueça de mim.
Eu não quero mais nada além de você
e além do desejo de matar a realidade
de estrangulá-la, esquartejá-la
desová-la no Rio Barigüi
para que se afogue para sempre.
Quero apenas de secar
adorar plenamente
mas que pena!
A realidade chegou.
enquanto a dura realidade não chega
te adorar, deliciar, desejar, amar
até a realidade enfim chegar.
Não quero mais nada
além de desejar você
e querer que a realidade não venha
que se esqueça de mim.
Eu não quero mais nada além de você
e além do desejo de matar a realidade
de estrangulá-la, esquartejá-la
desová-la no Rio Barigüi
para que se afogue para sempre.
Quero apenas de secar
adorar plenamente
mas que pena!
A realidade chegou.
Tour por Curitiba
Quando morrer
me enterrem em minha terra
Curitiba de meus prazeres.
Façam-me a procissão
de meu enfermo corpo podre morto
pelas ruas da cidade
num grande cortejo merecido.
Passem pela XV
na Tiradentes também
e não se esqueçam do sinal da cruz
em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo Amém.
Passem pelo sebo
quero rever o gato
pela minha últimas vez
siga, adiante
quero enfim conhecer Curitiba.
Metam-me no ônibus
qualquer um deles
quero viajar
pela fúnebre viagem
da assombrosa procissão.
Me cortejam pelas ruas
praças
vielas
e pela contra-mão
e me façam conhecer Curitiba
nem que seja a tapa.
Carreguem meu caixão
de pobre poeta
pelas ruas de Curitiba
quero conhece-la
e vaga-la depois de morto.
Quero conhece-la
depois de morto
pressunto encaixotado
quero conhecer Curitiba.
me enterrem em minha terra
Curitiba de meus prazeres.
Façam-me a procissão
de meu enfermo corpo podre morto
pelas ruas da cidade
num grande cortejo merecido.
Passem pela XV
na Tiradentes também
e não se esqueçam do sinal da cruz
em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo Amém.
Passem pelo sebo
quero rever o gato
pela minha últimas vez
siga, adiante
quero enfim conhecer Curitiba.
Metam-me no ônibus
qualquer um deles
quero viajar
pela fúnebre viagem
da assombrosa procissão.
Me cortejam pelas ruas
praças
vielas
e pela contra-mão
e me façam conhecer Curitiba
nem que seja a tapa.
Carreguem meu caixão
de pobre poeta
pelas ruas de Curitiba
quero conhece-la
e vaga-la depois de morto.
Quero conhece-la
depois de morto
pressunto encaixotado
quero conhecer Curitiba.
Poeta Multifacetado.
Sou um poeta multifacetado
cortado em mil pedaços
dividido milhões de vezes
num quadro-negro de escola.
Sou mil e uma utilidades
mil e uma loucuras
sou eu trezentas vezes por dia
diferente todas as vezes.
Sou um monte
em apenas um
pois sou nada e tudo
pois sou vários problemas
sou várias dores
sou várias lembranças vividas
em apenas um
e eu, como outros
sofrem assim sempre
pelas multifacetas da vida.
cortado em mil pedaços
dividido milhões de vezes
num quadro-negro de escola.
Sou mil e uma utilidades
mil e uma loucuras
sou eu trezentas vezes por dia
diferente todas as vezes.
Sou um monte
em apenas um
pois sou nada e tudo
pois sou vários problemas
sou várias dores
sou várias lembranças vividas
em apenas um
e eu, como outros
sofrem assim sempre
pelas multifacetas da vida.
Sonho Eterno
Vivo sonhando
um sonho maluco
de estrelas cantarolas
de poesia voadora.
Um sonho
psico-poético
onde canções em flores caem
onde vida não é importante
onde a poesia é solta
descarada.
Um sonho non-sense
inocente
e ao mesmo pecador
com nuances
traços fortes
cores.
Um sonho voador
sonho que sonha
um sonho que tive ontem
e vivo hoje
um sonho eterno.
um sonho maluco
de estrelas cantarolas
de poesia voadora.
Um sonho
psico-poético
onde canções em flores caem
onde vida não é importante
onde a poesia é solta
descarada.
Um sonho non-sense
inocente
e ao mesmo pecador
com nuances
traços fortes
cores.
Um sonho voador
sonho que sonha
um sonho que tive ontem
e vivo hoje
um sonho eterno.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Gramática
Dizem os velhos da velha gramática
sem nenhuma licença poética
que amo-te está certo
mas eu te amo não é de acordo.
Língua ingrata essa nossa
faz-nos dizer duas coisas erradas
sem nem mesmo saber de nada
dizer a pura mentira lavada
e ainda dizer esta mentira errada.
Oh Deus!
Será que conto a verdade
falando de modo errado
ou será que é mentira
o que falo sempre
mesmo sendo uma verdade?
sem nenhuma licença poética
que amo-te está certo
mas eu te amo não é de acordo.
Língua ingrata essa nossa
faz-nos dizer duas coisas erradas
sem nem mesmo saber de nada
dizer a pura mentira lavada
e ainda dizer esta mentira errada.
Oh Deus!
Será que conto a verdade
falando de modo errado
ou será que é mentira
o que falo sempre
mesmo sendo uma verdade?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Quando eu Amar
Eu quero amar um amor
terno como pétala de flor
tenso igual guerra de canhão
forte com pau imbuia
e louco como non-senses da vida.
Eu queria amar para sempre
e sempre ser amado por alguém
e nada temer, nem mesmo um amor.
E se um dia conseguir
quero que seja eterno para sempre
que seja louco como sempre
que seja meu unicamente.
terno como pétala de flor
tenso igual guerra de canhão
forte com pau imbuia
e louco como non-senses da vida.
Eu queria amar para sempre
e sempre ser amado por alguém
e nada temer, nem mesmo um amor.
E se um dia conseguir
quero que seja eterno para sempre
que seja louco como sempre
que seja meu unicamente.
Casa Branca
Sou a tristeza
nesta casa branca morta
vazia de alegria
de pessoas
de amor.
Nesta casa branca de tristeza
não sou eu que dito regras
nem sequer mando em mim
digno fantoche de circo sou
digno errante da vida presa.
Não sonho nesta casa
nem amo nesta casa
pois sou a dor triste
desta casa branca
sou a própria casa branca
prestes a ser demolida
pela tristeza forte amarga.
nesta casa branca morta
vazia de alegria
de pessoas
de amor.
Nesta casa branca de tristeza
não sou eu que dito regras
nem sequer mando em mim
digno fantoche de circo sou
digno errante da vida presa.
Não sonho nesta casa
nem amo nesta casa
pois sou a dor triste
desta casa branca
sou a própria casa branca
prestes a ser demolida
pela tristeza forte amarga.
Queria Ser Você
Eu queria ser
o seu último desejo
seus instantes de alegria
sua lágrima pingada
sua dor infinita.
Queria sofrer como você
chorar suas sofridas lágrimas
rir seus sorrisos escondidos
pensar seus pensamentos
ser o que não fui
e desejei ser.
Eu queria ser você
em toda a sua dor
em todo o seus sofrer
mas não posso
não há solução.
Queria ser você
com toda a sua dor
até morrer.
o seu último desejo
seus instantes de alegria
sua lágrima pingada
sua dor infinita.
Queria sofrer como você
chorar suas sofridas lágrimas
rir seus sorrisos escondidos
pensar seus pensamentos
ser o que não fui
e desejei ser.
Eu queria ser você
em toda a sua dor
em todo o seus sofrer
mas não posso
não há solução.
Queria ser você
com toda a sua dor
até morrer.
Um Falso Pranto em Seu Olhar
Chorei por te ver
por relembrar o triste passado
pelo mal amor que houve
pela pura tristeza.
Me olhou
chorou o pranto falsário
como se ainda quisesse
como se ainda existisse algo
como se o passado
fosse a glória de ontem
e a tristeza de hoje.
Como se fosse verdade
fingiu sofrer
fingiu chorar
o pranto verdadeiro
sem saber que
eu chorei de verdade.
por relembrar o triste passado
pelo mal amor que houve
pela pura tristeza.
Me olhou
chorou o pranto falsário
como se ainda quisesse
como se ainda existisse algo
como se o passado
fosse a glória de ontem
e a tristeza de hoje.
Como se fosse verdade
fingiu sofrer
fingiu chorar
o pranto verdadeiro
sem saber que
eu chorei de verdade.
Sofrida Beleza
Viva o som
de teu pleno silêncio
de tua boca calada
sincera e fria assim.
Seu sorriso escondido
num pranto revelante
me faz sorrir ternamente
e me faz ser assim
um sofredor feliz.
Seus olhos molhados
de lágrimas negras
me fazem chorar
num misto de alegria e dor.
Num pranto tão contido
consegue beleza fenomenal
apenas numa lágrima.
de teu pleno silêncio
de tua boca calada
sincera e fria assim.
Seu sorriso escondido
num pranto revelante
me faz sorrir ternamente
e me faz ser assim
um sofredor feliz.
Seus olhos molhados
de lágrimas negras
me fazem chorar
num misto de alegria e dor.
Num pranto tão contido
consegue beleza fenomenal
apenas numa lágrima.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Nosso Triste Amor
Meu pensamento não voa
se é que me entende
e guardo ele para mim só
os desejos mais louco
todos sobre você.
Não culpe apenas meu jeito
fechado e infeliz de ser
culpe meu medo de você
seu jeito distante
nosso amor impossível
nossa própria distância
nosso próprio destino.
Pois se Deus não quis assim
quem somos nós pra negar
ou então discordar?
Não é preciso chorar
pelo que não deve dar certo
pelo que não tem nenhum jeito
para ser o melhor amor do mundo
para sermos o casal perfeito.
se é que me entende
e guardo ele para mim só
os desejos mais louco
todos sobre você.
Não culpe apenas meu jeito
fechado e infeliz de ser
culpe meu medo de você
seu jeito distante
nosso amor impossível
nossa própria distância
nosso próprio destino.
Pois se Deus não quis assim
quem somos nós pra negar
ou então discordar?
Não é preciso chorar
pelo que não deve dar certo
pelo que não tem nenhum jeito
para ser o melhor amor do mundo
para sermos o casal perfeito.
A Tolice da Vida
Pra que chorar
pelo que nem chegou
e já passou?
Se a virtude da vida
é fazer sofrer
fazer chorar
então
não se deve se entregar.
Pra que chorar
se pode sorrir
pelo fim de um tormento?
Para quem não sabe
o amor é
brincadeira da vida
algo sem importância
que nos faz sofrer
de tão tolo que é o amor.
Por isso
não chore
não sofra
não se entregue
pois no final
o amor é bobagem
tolice da própria vida.
pelo que nem chegou
e já passou?
Se a virtude da vida
é fazer sofrer
fazer chorar
então
não se deve se entregar.
Pra que chorar
se pode sorrir
pelo fim de um tormento?
Para quem não sabe
o amor é
brincadeira da vida
algo sem importância
que nos faz sofrer
de tão tolo que é o amor.
Por isso
não chore
não sofra
não se entregue
pois no final
o amor é bobagem
tolice da própria vida.
A Voz da Dona
Ouço distante
sua doce voz
acalentando-me
numa penumbra escura
confortavelmente suave.
Ouço me chamar
num tom amoroso
alegre e de safadeza talvez
num pedido quase simples
de um gostoso venha cá.
Ouço mas nada vejo
mas continuo a gostar
desta doce voz a deslizar
que até faz azul o céu
que faz a rosa cantar.
Continuo a escutar
a sua doce voz de luar
caçando a dona da voz
a voz da dona
caçando o venha cá.
Uma voz que faz nuvem
no céu risonho deslizar
faz homem flutuar
enlouquecer só de ouvir.
Continuo a procurar
a dona da doce voz
mas sem nunca encontrar.
sua doce voz
acalentando-me
numa penumbra escura
confortavelmente suave.
Ouço me chamar
num tom amoroso
alegre e de safadeza talvez
num pedido quase simples
de um gostoso venha cá.
Ouço mas nada vejo
mas continuo a gostar
desta doce voz a deslizar
que até faz azul o céu
que faz a rosa cantar.
Continuo a escutar
a sua doce voz de luar
caçando a dona da voz
a voz da dona
caçando o venha cá.
Uma voz que faz nuvem
no céu risonho deslizar
faz homem flutuar
enlouquecer só de ouvir.
Continuo a procurar
a dona da doce voz
mas sem nunca encontrar.
Melodia dos Ponteiros
Ouço os ponteiros do relógio
tocarem a melodia da solidão
num ritmo melancólico
num tom entristecido
embebido em lágrimas
de puro sofrimento
de dor odiosa.
Ouço a enfadonha melodia
de minha triste vida
através dos ponteiros do relógio
que ritmam essa música
para me fazer sofrer
para me fazer chorar.
Quanta dor numa melodia
de ponteiros do relógio
ritmo da triste solidão
que nem saber quer da minha dor
que nem mesmo se preocupa.
E a noite segue triste assim
com a melodia dos ponteiros
cada qual batendo forte em meu peito
ferindo ternamente meu coração.
tocarem a melodia da solidão
num ritmo melancólico
num tom entristecido
embebido em lágrimas
de puro sofrimento
de dor odiosa.
Ouço a enfadonha melodia
de minha triste vida
através dos ponteiros do relógio
que ritmam essa música
para me fazer sofrer
para me fazer chorar.
Quanta dor numa melodia
de ponteiros do relógio
ritmo da triste solidão
que nem saber quer da minha dor
que nem mesmo se preocupa.
E a noite segue triste assim
com a melodia dos ponteiros
cada qual batendo forte em meu peito
ferindo ternamente meu coração.
Sofrimento Interno
Pois não vou chorar
nem mesmo sofrer
se o amor faltar
não vir.
Serei ameno como escrita
nem mesmo pingos
deixarei rolar.
Se eu sofrer
ninguém irá notar
pois meu pranto será contido
para dentro do peito
sem ninguém ver lágrimas
sem estragos externos.
E com este pranto
regarei meu coração
dentro de mim
para nascer a nova rosa
com seus espinhos afiados
que ferem meu peito
machucam por dentro
para completar o ciclo
da agonia calada.
Pois sei que não irei
demonstrar sofrimento
pois nisso sou forte
só não sei
se por dentro aguentarei
por muito tempo.
nem mesmo sofrer
se o amor faltar
não vir.
Serei ameno como escrita
nem mesmo pingos
deixarei rolar.
Se eu sofrer
ninguém irá notar
pois meu pranto será contido
para dentro do peito
sem ninguém ver lágrimas
sem estragos externos.
E com este pranto
regarei meu coração
dentro de mim
para nascer a nova rosa
com seus espinhos afiados
que ferem meu peito
machucam por dentro
para completar o ciclo
da agonia calada.
Pois sei que não irei
demonstrar sofrimento
pois nisso sou forte
só não sei
se por dentro aguentarei
por muito tempo.
E O Amor Onde Está?
E o amor onde está?
Perambulando por aí
sem sequer me querer
sem querer de mim saber
sem nada para me revelar.
Pois se existe amor para mim
ele mesmo está longe
a procura de alguém
e esse alguém não sou eu
pois não sou ninguém.
E se esse amor não chegar
eu não vou chorar
pois acostumado estou
a esperar o amor
que nunca vêm.
Perambulando por aí
sem sequer me querer
sem querer de mim saber
sem nada para me revelar.
Pois se existe amor para mim
ele mesmo está longe
a procura de alguém
e esse alguém não sou eu
pois não sou ninguém.
E se esse amor não chegar
eu não vou chorar
pois acostumado estou
a esperar o amor
que nunca vêm.
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