segunda-feira, 28 de junho de 2010

Poética

E na literária genese de meu ser
faço perguntas poéticas a mim mesmo
num surto concretista de loucura.

Sinto-me as vezes parnasiano
por outras tão futurista
quanto Marinetti foi em sua época
as vezes penso até mesmo
ser um poeta morto
satírico ou nem poeta as vezes.

E na bruta ardência dadaísta
sinto-me levado pelo natural
e pelo falso realista que sou eu
onde nem mesmo o simbolismo
pode assim me deter.

Impressionismo ou não
me sinto cada vez mais expressionista
meio até inseguro com meus segredos
assim tão expostos ao público.

Me sinto um marginal sem amor
sem sequer uma felicidade
prosador e contador de histórias
muitas vezes falsas
muitas vezes verdadeiras.

Um surrealista no meio tradicional
um nada pop art no meio de tantos
algo sem explicação certa e lógica
algo non-sense e sem noção
enfim algo mesmo inexplicável
para todo o resto da vida.

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