Meia-noite e meia da noite
um zumbido de morte vem em mim
algo tetricante me vem ao encontro
no ritmo dos ponteiros do relógio
no ritmo da mordaça fatal.
Sinto um corpo frio em minha cama
sinto algo a me beijar no labor da noite
algo tão misterioso e cruel que me mata
algo tão frio e grotesco que desmaio.
A noite passa lenta como sempre
a vida passa parada em minha cama
com algo desconhecido em meu lado
com algo me abraçando sem parar
e esse algo não me abandona jamais.
E esse algo me abraça como
se estivesse insaciada
como se fosse aquilo amor
como se eu fosse o amor
aquele algo frio e tetricante.
Meia-noite e meia da noite
me acabo pela noite me desenrolando
tentando algo fazer com o algo que não me larga
na meia-noite e meia da noite.
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