sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ânsia da Morte

Sinto o frio do leito de morte
o medo tetricante do medo de morrer
sinto a falta imediata de vida
o que me falta no momento.

Palidez em excesso excessivo
olhos esbugalhados de susto contínuo
pele fria e sem nenhuma vida
e um gosto amargo de morte.

Sinto o morrer de minha vida
num instante rápido de pura dor
num instante rápido da morte violenta
num desejo puro de querer viver
numa ânsia da pura morte morrida
que não pode voltar a ser vida.

Vejo que não vejo mais
que parece que tudo negro ficou
numa mistura de dor e arrependimento
mistura de alegria e sofrimento.

Não ouço mais nem
o enterro de meu pobre caixão
num instante de puro sofrimento
por parte de tantos outros amigos
que se ficaram e não se foram comigo
a mim resta a ânsia da morte morrida
numa dor infinita e sem jeito
num arrependimento único e verdadeiro
de não conseguir mais viver.

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