segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Acordeonista

Uma moça
toca
coisas lindas
com acordeon
no meio
da praça.

Toca músicas
francesas
do lado
dela
um velho
chapéu
em sinal
de ajuda.

Moedas
notas
dinheiro
jorra
das mãos
da multidão
e enchem
o chapéu
da pobre
acordeonista.

Ela toca
músicas
alegres
mas
seu olhar
é triste
muito triste.

Suas roupas
são velhas
seu terno
rasgado
e remendado
suas calças
curtas
mostram
as meias
usadas
seus
sapatos
sujos
sorridentes
gastos
pelo andar.

Seus cabelos
loiros
desgrenhados
mostravam
uma doce
finura.

Seu rosto
era sujo
mas belo
simples
sem maquiagem.

Ela ia
embora
na certeza
de um bom
dia
na certeza
de um novo
dia
amanhã.

E o amanhã
chegou
sorrindo
para mim.

Fui ver
a bela
e pobre
acordeonista
mas
não estava lá.

Esperei
um bom
tempo
mas
ela não
chegou.

Onde estava
ela?
Não sei

Procurei
em tudo
quanto é
lugar
e não
encontrei.

Fui
na cadeia
no hospital
até
no necrotério
mas
não achei.

Cadê
ela?

Eu grito
sem parar.

Não sei
seu nome
e ela
não tem casa.

Os dias
passaram
e o único
remédio
foi eu
tocar acordeon
no lugar
dela
até ela
aparecer.

E assim
vivo
a vida
tocando
acordeon
e esperando
ela chegar.

Mas...
onde está
ela?

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