sexta-feira, 9 de julho de 2010

Guerra Minha

Vejo no azul profundo de meu céu
a nave do pesadelo vindo a mim
com seu armamento farto
pronta para em mim atirar.

Nesta guerra eu sou o alvo
o único a morrer pela boa ordem
sou o assassino e genocida dos sonhos
o fazedor de valas comuns
para meus sonhos enterrar.

Pois se sou assim maldito
é porque não sonho mais
não tenho mais desejos
pois nada mais sinto
neste duro coração.

Se assim sou tão malvado
destruidor do que é bom
faço-o por assim ter sofrido
faço-o para me apagar por completo
sem sequer querer parar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, digam o que acham de meus poemas.