Vejo no azul profundo de meu céu
a nave do pesadelo vindo a mim
com seu armamento farto
pronta para em mim atirar.
Nesta guerra eu sou o alvo
o único a morrer pela boa ordem
sou o assassino e genocida dos sonhos
o fazedor de valas comuns
para meus sonhos enterrar.
Pois se sou assim maldito
é porque não sonho mais
não tenho mais desejos
pois nada mais sinto
neste duro coração.
Se assim sou tão malvado
destruidor do que é bom
faço-o por assim ter sofrido
faço-o para me apagar por completo
sem sequer querer parar.
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