domingo, 4 de julho de 2010

Cortejo

Seja o cortejo de quem seja
irei segui-lo até o fim
até o cemitério chegar
não me importando
nem mesmo ligando
tem quem o caixão seja.

Vai o cortejo funério
numa tristeza arrebatadora
num desespero único da vida
como se mesmo fosse ele morto
e como se ele não fosse feliz.

Morto está no caixão trancado
num cortejo magnífico
digno de um bom vivo que foi
digno de alguém que bom foi.

Eu sigo o cortejo
até o fim, no cemitério
até o enterro solene de um morto
até enfim se dissipar aquela gente
inclusive eu mesmo
a espera de outro cortejo.

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