sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ocultismo

E no oculto pleno de meu ser
encontro a paz tão distinta
encontro algo que me faz sorrir
algo que me faz chorar.

Longe do inferno da vida
vejo que sou um mortal comum
resistente a tudo na vida
que aguenta as peleias da mesma.

Me descubro em almas
me vejo diante de mim mesmo
e de minhas faces tolas
me encontro onde não mudo
onde sou eu e puro e verdadeiro
num instante consagrado
numa morte passageira
pois logo viverei de novo.

Vejo que sou muitos e único
nesse ocultismo tão perdido
escondido dentro de mim
numa porta cerrada a chaves
num cofre de mim mesmo
e que agora redescobri.

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