segunda-feira, 10 de maio de 2010

Morte nas Ruas

Sangue vejo nas ruas
vidas mortas espalhadas
secas flores floridas
nas floreiras quebradas das casas.

E nas ruas multidões mortas
secas vidas amarguradas
destruição
matos amarelos nos asfaltos
musgo morto nas calçadas.

O tempo parado
ponteiros quebrados
pelo próprio tempo cansado
vivido tantos anos.

E o ponteiro marca
sete e quinze
a hora da dor
a hora da morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, digam o que acham de meus poemas.