Sangue vejo nas ruas
vidas mortas espalhadas
secas flores floridas
nas floreiras quebradas das casas.
E nas ruas multidões mortas
secas vidas amarguradas
destruição
matos amarelos nos asfaltos
musgo morto nas calçadas.
O tempo parado
ponteiros quebrados
pelo próprio tempo cansado
vivido tantos anos.
E o ponteiro marca
sete e quinze
a hora da dor
a hora da morte.
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