segunda-feira, 10 de maio de 2010

Minha Morte

Comi feito um elefante
bebi feito um alcoólatra
fumei como uma cobra
vivi como um condenado livre
morri como um miserável
me mataram como indigesto
me enterraram como indigente.

Vivi feito um maluco
em dúbias noites estreladas
festas ao anoitecer
alegrias errantes, bestas
doces melancolias
tropeços pela vida.

Morri feito ninguém
e ninguém nem soube
que eu mesmo morri
que eu mesmo virei
indigesto
indigente
indiferente para todos
indiferente para mim mesmo
apenas morri
apenas tive morte.

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