segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Funeral de um indigente

Lá se vai um indigente
vagabundo
sem parente
sem dinheiro
sem nome.

Lá se vai um morto
indo...
morto mesmo?
Morto de fome.

No improviso
caixão é a caixa
velas são apenas tocos
e sua coroa é de lixo
e seu café é a cachaça.

Seu carro funerário
a carroça de catar lixo
sua reza é em total silêncio
seus votos inexistentes
lá se vai mais um indigente
lá se vai mais um amigo meu.

Lá se vai mais um morto
mais um número indigente
mais alguém sem nome
sem vida.

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