segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Condenação de Morte

Vejo fracas luzes de fim de vida
sinto o bruto cheiro de óleo
creio na substância de meu corpo
creio nos insetos
que irão me devorar.

Morri
percebo isso nos ossos
na carne
no sangue
na vida que já se foi.

Aqui jaz eu
num túmulo de pedra
algo deveras místico
algo deveras mágico
a alegoria de meu ser
da minha morte.

Ouço declamarem os versos
de minha penosa sentença
tantos pecados cometidos
tantos feitos sem glórias
tantas glórias fajutas
mentiras
sonhos
decilusões.

Não sabia que sonhar é pecar
não sabia que amar é pecar
não sabia que viver é pecar
só sabia que morrer é pecar
e epcar conttra a própria vida
e o espírito do ser vivido.

Ouço a última sentença
a sentença final
meu último pecado
e a minha condenação
condenado a morrer.

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