Vejo marchas de soldados
mortos
em fileiras indianas
com armas nas mãos.
Vejo sim
as almas penadas
de fardas e capacetes
com rosas nas mãos
ramas nas mãos
vidas nas mãos.
Vejo a grande mancha morta
dos soldados que vêm
acima de mim kamikases terríveis
e seus aviões.
Mortos querendo me pegar
para depois me fuzilar
almas sem vida
sem corpo
talvez almas do limbo.
Sem céu ou inferno
eles vêm para mim
com almas nas mãos
vidas nas mãos
armas nas mãos
rosas caídas
no chão.
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