Diante do mundo dos horrores
vejo que não sou
o único palhaço da vida real
que tenta a todo custo
partir para o mundo fantástico.
Vejo que meus sonhos são poucos
diante de tantos sonhos sonhados
diante da imaginação fértil do ser
vejo que sou pequeno sonhador.
E diante dos sonhos
me refugio de meu ser real
como fazem tantos outros
neste circo nada feliz
debaixo desta tenda negra
onde todos somos artistas
por mal do próprio ser.
E diante o circo das tristezas
sinto que sou forte mesmo assim
pois eu ainda sonho alto
pois ainda tenho um ser nada real
pois ainda consigo fugir por instantes
desta tenda negra do circo infeliz.
Pois ainda posso imaginar
como é a verdadeira luz do sol
fora desta tenda negra
que se chama vida real.
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