Sangue não tenho
não tenho mais vida
a vida acabou
e diante mim mesmo
só vejo o escuro
em cima
em baixo
dos lados.
Deve ser a morte
o o início da mesma
deve ser eu mesmo
morrendo aos poucos
ou já morto então.
O silencio consome-se
na exatidão da escuridão
na única sala negra
desta morta vida.
E o que vejo?
Menos que meu nariz
diante de meus olhos.
E o que escuto?
Apenas o silêncio
barulhento da morte.
E o que cheiro?
Apenas o cheiro amargo
da vida após a morte.
E o que sinto?
Apenas o que não devia
nunca ser sentido.
É a vida
vida após a morte
morte solitária.
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