Rostos pelos lados
vida passando entre olhos
morte passeando pela vida
apenas vida
apenas coisa
algo não definido
nem mesmo por ele
ou aquele outro.
Casas
neves
pássaros congelados
elefantes mortos
som de consertinas
trombones
trombetas
pianos
a vida iniciando mais uma vez.
Olhos verdes profundos
na escura profundeza da vida
mesmo a vida sem vida
mesmo a morte morrida
vida.
Bocas secas
numa noite de inverno
gélido para ser quente
neve tempestade
Mundos girando
olhos grudados
vida morrendo
e vivendo de novo
morte vivida.
Aqueles olhos verdes
bruxarias magias
mágica da pura vida
vida vivendo
alegrias sem querer ser
bobos felizes
infelizes nós dois.
Somente olhos verdes
que nunca me viram
que nunca se viram
e que nunca olhei
aqueles olhos verdes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor, digam o que acham de meus poemas.