sábado, 10 de dezembro de 2011

Sala verde

Orgias liberais
em uma sala ao lado
verde de vergonha
poetas soltando palavras
cantores gritando sons
artistas pintando paredes.

Loucuras!
Quem poderia imaginar
nessa bagunça toda
a arte saindo da arte?

Riam moças de ternos
pretos e riscados
velhos e amassados
e blusinhas por baixo.

Riam os garotos
artistas de terno
velho surrado
tênis sujo e desamarrado
naquela sala verde
tão insignificante.

Riam os menestréis
velhos poetas de labuta
felizes da nova geração
de poetas orgideiros
que ali existia.

Whisky vodka
conhaque e comida
festa na sala verde
agora de fome
parecia uma festa
eram apenas artistas
fazendo suas artes.

Bombas tiros
canhão e batalhão
a guerra chegando no salão
moças correndo a todo custo
moços defendendo a arte a todo custo
velhos morrendo do coração.

Tudo isso naquela sala
agora verde de compaixão
acabou a arte
acabou o coração
e vamos todos para o outro salão.

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