Ser condenado
para a morte
ser apenas mais um a morrer
como deve ser
um simples condenado.
Sem provas
sem pistas
sem ser culpado ou inocente
sigo o rumo
pelo corredor
até o quartinho verde
aquele mesmo quarto verde
donde muitos se foram.
Amarram-me
fecham lentamente a porta
essa é minha cadeira de morte
feita de metal duro
reta.
Ligam a fumaça
sinto a leveza da morte vindo
que doce é a morte
em horríveis instantes
posso até voar livre
livre?
Não estou livre!
Deliro minha pena
não há mais jeito
não há nada a fazer
estou morrendo
nenhuma intervenção
nada
nada mesmo
pode me tirar daqui.
Essa é minha pena
a pena de morte
tenham pena de mim
mas não de vocês.
Enfim
delirei
morri.
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