quarta-feira, 6 de abril de 2011

Leito de Morte

Brando estou
branco de doença
calmo sim
pois como tem que ser.

Conto minhas poucas horas
o dilema do relógio pôsto
quem me dera
não saber contar.

Pingo após pingo
sinto meu leito de morte
ora
que morto sou eu!

Vejo adelante
as horas quietas
devagar passando
sem a mínima conversa
sem vontade de andar.

Febre queimante
pegando fogo em vida
minha vida em fogos
em queimas de selvas
a minha selva
selva da vida.

Deliro e vejo
o puro céu azul
de brancas almas
para mim cantar
vejo
vejo que louco estou.

Doença enferma
maldita
me leva
me rouba
me deixa assim
no leito de morte.

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