sábado, 5 de março de 2011

Sangue Frio

Sangue frio
morto
sem vida
sem cor
sangue negro
sangue.

Correndo
pelas valas e valetas
da grande cidade
cercando velas e rezas
no cemitério
nas ruas
na vida de todos
sangue escuro
amanhecido
arrancado.

Indo
para onde
ninguém sabe
ninguém quer saber
ninguém vai mesmo saber.

Cada passo
um pingo que vai
de sangue morto
de sangue sofrido
de sangue caído
deslocado
desfocado
sangue de amor
sangue de ódio.

Sangue
pelo esgoto indo
pela vida morta
pela dor não sofrida
pela morte em sangue frio
sangue negro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, digam o que acham de meus poemas.