E na arte de seu próprio corpo
vejo o meu próprio rosto
pintado em cores carnavalescas.
Vejo a arte nua pintada em você
vejo a arte única e maravilhosa
colorida e multiplicada
vejo a vivas cores
uma vida inteira pintada
sem nenhum pudor.
Vejo a arte pintada
por toda a extensão de seu corpo
por toda a extensão de meus olhos
estes sem nenhum pudor.
Vejo e as vezes não creio
no que eu mesmo vejo
e que talvez não queira ver
vejo talvez o que não devia.
Vejo talvez o que não podia ver
mas eu vejo sem nenhum pudor
vejo e desejo sem nenhum poder
de te querer tanto assim.
Vejo querendo e não podendo
vejo meu desespero
pintado em seu próprio corpo
como o troféu
de minha própria derrota.
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