Vão os morto e os caixões
sobram gente dessa terra
voam os urubús do cemitério
gralham os corvos revoantes.
Cante a vã poesia mortuária
pois um dia há de precisar
cante a canção dos mortos
cante a canção última.
Façam o que digo sempre
cantem a última canção
a canção dos mortos vivos
a canção dos vivos mortos
pois todos nós somos vivos
pois todos nós somos mortos.
O mundo é um cemitério
tetricante sempre assim
o mundo é o inferno
sendo sempre ruim assim.
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