domingo, 24 de janeiro de 2010

Badaladas

E a cada ressoar da badalada
vou morrendo aos poucos
as horas passam lentamente
minha vida vai morrendo.

Uma poltrona me abraça
sinto-me seguro aqui
acho que não corro perigo
sinto-me feliz na poltrona.

E a cada badalada sei
que vou morrendo aos poucos
e sinto que a última badalada
deverá ser minha morte.

São apenas doze badalos
doze badalos ao dia
e apenas doze chances de viver
e sei que vou morrer.

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