Calhamaços de papel
tento escrever
uma bela poesia.
Penso
logo escrevo
a caneta rabisca
horrorosas letras
verdadeiros garranchos
no calhamaço de papel.
Mas na verdade
não sai nada
nem um broto
de poesia
o meu eu lírico
deve estar
de greve
ou tirando férias.
Tento igual
o Professor Pardal
inventando máquinas
inventar poesias.
Onde está agora
o pensamento?
E a tal inspiração?
Calhamaços de papel
todos em branco
nenhuma poesia.
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