domingo, 7 de junho de 2009

Quatro da manhã

Quatro da manhã
acordado
não durmo
penso longe
em alguém
perfeito.

Quatro e dez
penso e não
esqueço
quero dormir
mas a insônia
é mais forte.

Quatro e meia
olhos ramelentos
choro
penso em alguém perfeito
mas penso só
pois não existe.

Quatro e quarenta
e cinco
quero dormir
me rebato
no colchão
quero dormir
mas ao mesmo tempo
não quero dormir.

Cinco da manhã
na cozinha tomo
água
volto prá cama
e não durmo.

Cinco e meia
quero dormir
e não posso
não aguento
mais
quero dormir
abraço a coberta
aperto o lençol
quero dormir
não consigo.

Cinco e cinquenta
enfim durmo
fecho os olhos
ronco
como uma porca
do governo
durmo.

Seis horas
o despertador
desperta
já para a escola
me troco
tomo o café
e vou viver
como se nada
tivesse acontecido.

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